Técnicas presas por matar pacientes foram transferidas para a Colmeia

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As técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, são apontadas como responsáveis pela morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Elas foram transferidas para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, nos dias 12 e 15 de janeiro, em razão da ausência de uma cela feminina de longa permanência no DPE. A transferência ocorreu no mesmo dia da audiência de custódia.

O técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, permanece no DPE. O trio aguarda os desdobramentos do inquérito, que pode prever a prorrogação da prisão temporária ou a transformação em prisão preventiva.

Os investigadores apontam que as mortes podem configurar homicídios dolosos qualificados por meio insidioso e por impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam inconscientes e intubadas na UTI. A pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão por cada morte.

A apuração integra a Operação Anúbis. A primeira fase, deflagrada em 11 de janeiro com apoio do DPE, prendeu temporariamente dois investigados e cumpriu mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas. Materiais relevantes foram recolhidos para análise. Em 15 de janeiro, houve a segunda fase, com mais um mandado de prisão temporária e novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Durante o interrogatório, o trio mostrou frieza ao negar envolvimento. O Metrópoles apurou que as vítimas seriam João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, 75, professora aposentada. A motivação do crime continua sob investigação.

Fraude no sistema do hospital era o fio condutor do crime. O técnico entrava no prontuário com o login de um médico que já não trabalhava lá, prescrevia a medicação pura e a buscava na farmácia, escondendo-a no jaleco. Marcos seguia para os leitos, enquanto as técnicas acompanhavam a movimentação. Ao aplicar a droga, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar, Marcos ainda simulava massagens de reanimação enquanto as colegas observavam à distância.

A investigação continua em andamento para esclarecer a dinâmica das mortes e o papel de cada suspeito, bem como possíveis desdobramentos envolvendo outras pessoas.

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