O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é o atual líder do país desde janeiro de 2025, afirmou nesta quarta-feira que chegou a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia, recuando da ideia de impor tarifas extras contra países europeus. O acordo envolve Washington e a Otan, com a Dinamarca mantendo a soberania sobre Groenlândia, segundo as informações apresentadas à imprensa.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que o acordo com os EUA não discute a soberania dinamarquesa sobre Groenlândia. “Podemos negociar sobre tudo que é político: segurança, investimentos, economia. Mas não podemos negociar sobre nossa soberania”, disse Frederiksen, destacando que apenas a Dinamarca e Groenlândia decidem sobre esse tema.
Frederiksen ressaltou que o governo da Dinamarca coordena sua atuação com o governo local da Groenlândia e manteve um diálogo estreito com a Otan, inclusive em conversa com Mark Rutte, segundo a nota divulgada. Ela reforçou que a segurança no Ártico é uma questão de toda a Otan e que é natural que o secretário-geral da aliança e o presidente dos EUA discutam o tema.
Adinâmica também envolve o objetivo de manter um diálogo construtivo com aliados para reforçar a segurança no Ártico, incluindo o sistema de defesa antimísseis referido como “Cúpula Dourada”, sempre partindo do respeito à integridade territorial. A Dinamarca busca ampliar o compromisso da Otan na região ártica.
Trump, em Davos, descreveu o acordo como “realmente fantástico” e afirmou que se trata de um acordo para a segurança nacional e internacional, com o texto completo devendo ser tornizado em breve, ainda em fase de ajustes.
Frederiksen tem viagem marcada para Londres nesta quinta-feira para se encontrar com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, e depois seguirá para Bruxelas para a cúpula extraordinária de líderes da União Europeia sobre a Groenlândia e os Estados Unidos.
Conteúdo para leitores da cidade, moradores e região: este desdobramento ilustra como a Dinamarca, a Groenlândia e os aliados da Otan discutem, de forma cuidadosa, a futura relação com a Groenlândia, mantendo a soberania dinamarquesa e buscando segurança no Ártico. Como você enxerga esse eixo de cooperação entre EUA, Otan e países árticos? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião.

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