Conselho da Paz foi lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, 22, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. A ideia é criar um grupo para resolver conflitos globais, com foco inicial na Faixa de Gaza e a intenção de ampliar a atuação a outras regiões do mundo. Segundo Trump, mais de 20 países já aceitaram o convite, cinco recusaram e dezesseis ainda não responderam.
Durante o encontro, o secretário de Estado Marco Rubio disse que alguns chefes de Estado manifestaram interesse em aderir, mas precisam da aprovação de seus parlamentos. Trump afirmou que o conselho reuniria “líderes muito populares” — e, em alguns casos, nem tão populares assim — provocando risadas na plateia. O presidente também informou ter convidado Vladimir Putin, embora o Kremlin ainda não tenha confirmado a decisão.
Entre as recusas, França, Noruega e Suécia já disseram não, com autoridades francesas ressaltando que apoiam a paz para Gaza, mas temem que o conselho substitua a ONU como principal fórum de resolução de conflitos. A Eslovênia indicou, conforme a STA, que ainda não chegou a hora de aceitar. Canadá, Ucrânia, China e o bloco executivo da União Europeia ainda não se comprometeram. Sobre o Brasil, Lula foi convidado—o governo confirmou o convite, mas afirmou que o presidente prefere avaliar as condições geopolíticas envolvidas antes de tomar uma decisão. O Papa Leão XIV também foi convidado a integrar o conselho.
A lista de adesões, recusas e indecisões já traça um mapa rápido: Os países que já aceitaram participar incluem Albânia, Argentina, Arábia Saudita, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Turquia, Uzbequistão, Vietnã e Bielorrússia. Os que recusaram são Eslovênia, França, Noruega, Reino Unido e Suécia. Já os que ainda não responderam englobam Alemanha, Brasil, Canadá, China, Chipre, Croácia, Grécia, Índia, Itália, Paraguai, Rússia, Singapura, Tailândia, Ucrânia e a União Europeia.
Para quem acompanha as relações internacionais, o desenrolar do Conselho da Paz pode mudar o papel de atores tradicionais na governança global. E você, qual é a sua opinião sobre essa iniciativa e o seu possível impacto na paz mundial e no sistema da ONU? Deixe sua leitura nos comentários. Queremos ouvir o seu ponto de vista.

Facebook Comments