Caminhada de Nikolas pode reacender tentativa de redução da idade mínima para quem quer concorrer a presidente

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A caminhada a pé iniciada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em Paracatu (MG) ganhou impulso, com mais moradores aderindo à ação que segue até este domingo (25) em Brasília. O objetivo é coletar assinaturas para apresentar uma PEC que reduz a idade mínima para disputar a Presidência da República ou uma vaga ao Senado.

A proposta é de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG), que se associou a Ferreira e ao grupo da caminhada. Biondini propõe alterar o artigo 14, § 3º, VI, “a” da Constituição Federal de 1988, hoje exigindo 35 anos para presidente, vice-presidente e senador. A PEC sugere 30 anos para esses cargos, reduzindo também a idade mínima para governadores (de 30 para 28) e para deputados e prefeitos (de 21 para 20).

Ferreira, nascido em 30 de maio de 1996, tem 29 anos e, com a idade atual, só poderia disputar o Senado ou a Presidência em 2034. A PEC busca alterar esse cenário, abrindo espaço para possíveis candidaturas futuras.

Com a ampla divulgação nas redes, cresce o apoio a Ferreira como possível candidato da direita. Contudo, a redução da idade mínima só poderia valer para o pleito de 2030 se Câmara e Senado aprovarem a proposta.

O deputado Eros Biondini afirmou ao Bahia Notícias, em fevereiro do ano passado, que Ferreira é sua inspiração. “Realmente não há como negar: Nikolas Ferreira seria o grande nome da direita. Não tenho dúvidas de que o elegêssemos, caso esta PEC seja aprovada”, declarou, acrescentando que não protocolou a proposta ao longo do ano.

Historicamente, propostas semelhantes já existiram. Em 2007, a então deputada Manuela d’Ávila (PCdoB) apresentou uma PEC para reduzir de 35 para 30 anos a idade mínima para senador, presidente e vice-presidente. A ideia foi discutida por oito anos e arquivada em 2015, alimentando o debate sobre maturidade e experiência no exercício de cargos públicos.

À medida que o debate sobre a idade mínima retorna ao centro das atenções, o desfecho depende da aprovação na Câmara e no Senado. Acompanhe os próximos passos e compartilhe sua opinião nos comentários sobre esse tema que pode redefinir o cenário político brasileiro.

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