Teixeira de Freitas, na Bahia, abriga o Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), a principal unidade de saúde da região. Mantida com recursos públicos e gerida pelo Instituto Fernando Filgueiras (IFF), a instituição vive uma crise administrativa marcada por atrasos salariais, falta de transparência e uma sequência de derrotas trabalhistas que afetam pacientes de baixa renda que dependem do hospital.
Entre as consequências está a condenação da Justiça ao pagamento do adicional de insalubridade de 20% a agentes de portaria, recepcionistas e auxiliares da UTI e do Centro Cirúrgico, com valores retroativos a maio de 2024. A decisão, divulgada pelos sindicatos, evidencia falhas administrativas na gestão da insalubridade e impacta o equilíbrio financeiro da unidade. Além disso, há questionamentos sobre as regras para dobra de plantão.
O conjunto de condenações trabalhistas ocorre em um contexto de atrasos no pagamento de salários e FGTS, de repasses legais não realizados e de um possível alto índice de mortalidade na instituição, que preocupa a população da região.
Silêncio da Administração
O Instituto Fernando Filgueiras (IFF), parceiro do governo do estado na gestão de várias unidades de saúde, não tem respondido a pedidos de informação da imprensa. Ligações não são atendidas e e-mails não obtêm resposta, aumentando a percepção de falta de transparência na gestão da principal referência em saúde pública da localidade.
O Liberdade News segue apurando o caso pela relevância do HECB para a população e a necessidade de transparência na aplicação de recursos públicos e no respeito aos direitos dos trabalhadores e pacientes. A leitura aponta para uma gestão sob escrutínio público, com impactos diretos sobre quem depende do hospital.
Comente abaixo como você vê a gestão da saúde pública na sua cidade e quais medidas deveriam ser adotadas para assegurar salários, transparência e qualidade no atendimento aos pacientes.

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