Polícia aponta divergência de R$ 11 milhões no SPFC em ano de título

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DPPC e MPSP anunciaram uma investigação contra o SPFC, com prazo de 15 dias para esclarecer uma série de questionamentos sobre operações financeiras desde 2021. A apuração aponta divergências em balanços e questiona saques em dinheiro nas contas do clube, levantando dúvidas sobre a gestão financeira.

Entre os pontos apurados, há uma diferença de 11,7 milhões de reais entre saldos apresentados nas demonstrações de 2023. O SPFC afirma despesas de 531,6 milhões de reais apenas no futebol profissional, enquanto as contas que incluem a base somam 519,8 milhões, gerando a discrepância. A previsão anual ficaria cerca de 100 milhões abaixo do registrado, em torno de 425,6 milhões, com explicação de premiações da Copa do Brasil e investimentos em jogadores como Lucas Moura e James Rodriguez.

Segundo o Coaf, houve saque em dinheiro de pelo menos 1,4 milhão de reais, com 35 saques entre 2021 e 2025, totalizando mais de 11 milhões em operações. A polícia questiona se esse montante foi considerado nos demonstrativos oficiais, reforçando a necessidade de apuração detalhada das movimentações financeiras do clube.

No foco da linha de camarotes, a investigação aponta irregularidades envolvendo a exploração de um camarote ligado à presidência no estádio Morumbis durante o show de Shakira, em fevereiro de 2025. Os crimes suspeitos incluem corrupção privada no esporte e cooptação no andamento do processo. Um áudio divulgado pelo Globo Esporte revela a intermediação de venda de ingressos e pressão para encerrar ações judiciais, sugerindo um esquema clandestino.

Entre os citados, aparecem o diretor adjunto das categorias de base, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares. O material indica ganhos financeiros com a prática. Em dezembro de 2025, após a publicação das informações, Schwartzmann e Mara Casares solicitaram afastamento dos cargos. A investigação também aponta a Off Side, empresa responsável pela logística de jogos da Série A, como possível laranja do esquema, além de citar outros dirigentes no radar do inquérito.

As apurações destacam um conjunto de movimentações envolvendo gestão, contratos e estruturas internas do clube, mantendo a cidade de São Paulo atenta aos desdobramentos. O caso segue em curso, com autoridades e imprensa buscando esclarecer a extensão das irregularidades e suas consequências para o SPFC.

Deixe sua opinião nos comentários: na sua visão, quais pontos envolvendo esse caso merecem prioridade de esclarecimento e por quê?

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