O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira que a aliança vai assumir um papel maior na segurança do Ártico e da Groenlândia. Foram acordadas duas frentes de trabalho sobre a segurança da região: ampliar a responsabilidade da OTAN e evitar que Rússia e China ganhem espaço no Ártico, enfatizando que a relação entre a União Europeia e a OTAN está melhor do que nunca.
Rutte destacou a necessidade de manter a unidade da aliança. Quem acredita que a Europa pode se defender sem os EUA estaria “sonhando”. Ele estimou que, sem os EUA, os países europeus teriam de gastar até 10% do PIB em defesa, o que dobraria o esforço atual para assegurar a segurança da região.
Sobre a Groenlândia, o secretário-geral disse que não há ligação com as negociações entre EUA e Groenlândia e que são assuntos distintos a tratar separadamente, mantendo o foco da OTAN na segurança do Ártico.
No âmbito da União Europeia, Rutte afirmou que não deve haver exigências excessivas nas condições do empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia no biênio 2026-2027. A meta é manter flexibilidade para o uso do recurso na compra de armas, com ênfase na produção localizada dentro da Europa.
Rutte também alertou que Putin adoraria uma defesa europeia separada dos EUA, mas ressaltou que as questões da Groenlândia e do Ártico são distintas. Ele ressaltou a coesão entre UE e OTAN como elemento essencial para enfrentar os desafios geopolíticos da região. O tema abre espaço para debates sobre o papel da aliança, a defesa europeia e as relações transatlânticas. E você, qual é a sua opinião sobre o papel da OTAN no Ártico e na Groenlândia? Compartilhe nos comentários.

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