Augusto Castro demonstra preocupação com importação de cacau africano e se une a lideranças

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), reuniu-se com lideranças dos produtores e da lavoura cacaueira para tratar das consequências da forte queda no preço do cacau, principal motor econômico do sul da Bahia, e da importância da indústria processadora instalada em Ilhéus, que opera com cerca de 10 mil toneladas vindas de países produtores da África e pode enfrentar um desvirtuamento do regime de Drawback.

A principal preocupação nasce com a Instrução Normativa nº 125/2021, da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA, que flexibiliza regras fitossanitárias, abrindo espaço para importação de cacau com menos rigor técnico. O prefeito alerta que, se a norma vigorar, pode haver entrada de pragas e doenças exóticas, colocando em risco a produção baiana e brasileira.

Castro também destacou a necessidade de união com a FAEB e propôs a integração da AMURC, CDS-LS e CIMA para que o Governo Federal restabeleça critérios técnicos mais rígidos na importação de amêndoas, com especial atenção às exigências sanitárias do setor produtivo, o elo mais vulnerável da cadeia.

Nos últimos dois anos, o mercado do cacau viveu forte volatilidade: preços internacionais atingiram recordes em 2024, mas recuaram no ano seguinte devido ao excesso de oferta na Costa do Marfim e a pressões técnicas. No Brasil e, especialmente, na Bahia, produtores enfrentaram desafios com importações de cacau africano e oscilações de preço, embora haja oportunidades com programas de apoio à agricultura familiar.

“Para preservar a sanidade da lavoura cacaueira no seu histórico esforço coletivo de luta, visando o soerguimento dessa fundamental atividade econômica no sul da Bahia, junto minha voz para que sejamos ouvidos pelos deputados federais e senadores, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Governo Federal. É hora de união”, afirmou o prefeito.

Essa iniciativa visa proteger empregos e o futuro do cacau baiano, conectando os interesses regionais à agenda federal sobre importação, sanidade e apoio à agricultura familiar.

E você, o que pensa sobre a importação de cacau de origem africana, as regras sanitárias e o equilíbrio entre produção local e mercado externo? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro do cacau no sul da Bahia.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Bahia contabiliza 1.118 novos registros de armas de fogo em 2025; Feira, Barreiras e Juazeiro lideram registros no interior 

Bahia somou 1.118 novos registros de armas de fogo no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) em 2025, conforme dados divulgados pela Polícia Federal...

Colisão grave na BA-130 deixa motociclista ferido entre Mairi e Várzea da Roça

Um acidente envolvendo carro e moto na BA-130, entre Mairi e Várzea da Roça, mobilizou equipes de resgate na noite de quarta-feira (29)....

Vicente Neto projeta 2026 da Sudesb e afirma: “Concentração máxima na Copa do Mundo Feminina”

A cerimônia Melhores do Esporte da Bahia, realizada nesta quinta-feira (30), destacou os destaques da temporada de 2025 e reforçou o papel estratégico...