Em depoimento à Polícia Federal, o ex-diretor do Master, Luiz Antônio Bull, recusou-se a responder sobre mensagens que teriam sido trocadas com o ex-dono do banco Daniel Vorcaro. A delegada Janaina Palazzo informou que iria ler as conversas extraídas de um aplicativo, mas o advogado José Arruda Botelho afirmou que o cliente não se manifestaria, já que a defesa não teve acesso às provas obtidas na busca e apreensão.

As mensagens teriam sido extraídas do celular de Vorcaro. A Polícia Federal realizou uma grande apreensão em Brasília, reunindo o conteúdo de seis aparelhos ligados ao banqueiro, que mantinha relações com ministros do Supremo, com membros do governo Lula e com o Centrão. A delegada destacou que a PF conseguiu acessar os dispositivos.
O executivo foi preso na Operação Compliance Zero, que também prendeu Vorcaro e outros dirigentes do Master, como Augusto Lima, ex-CEO do banco. Eles são acusados de fraude ao sistema financeiro, acusações negadas pelos investigados. Todos acabaram soltos e estão com tornozeleiras eletrônicas.
O relator do caso no Supremo é o ministro José Dias Toffoli. Em meio às investigações, ele viajou de carona em um jatinho do empresário Luiz Pastore, acompanhado do advogado do ex-diretor do Master, para assistir à final da Libertadores, em Lima. Pastore esteve no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), associado ao ministro, recebendo-o com beijo e abraço, ao lado do banqueiro André Esteves, antigo amigo.
A revelação da viagem gerou questionamentos sobre a isenção do ministro para julgar o caso do Master. Toffoli manteve a condução do inquérito com a anuência da Procuradoria-Geral da República e o apoio dos demais integrantes da Corte.
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