Bolsonaro é intimado após associar “CPX” a traficantes ao citar Lula

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O juiz da 5ª Vara Cível da Leopoldina, no Rio de Janeiro, Leonardo Cardoso e Silva, intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro a informar se pretende produzir provas ou concorda com o julgamento antecipado em uma ação por danos morais relacionada à sigla CPX, associada a traficantes. O processo tramita desde 2022, quando Bolsonaro ainda ocupava a Presidência.

A ação surgiu após Lula ser fotografado usando um boné com a sigla CPX durante visita ao Rio de Janeiro, sendo que Bolsonaro reagiu acusando o petista de estar alinhado a parceiros do crime. O episódio gerou a tramitação judicial do caso, que chegou à Leopoldina e, anteriormente, ao STF.

Em decisão recente, o magistrado cobrou manifestação das defesas — tanto de Bolsonaro quanto do morador do Complexo do Alemão que moveu a ação — sobre a intenção de produzir provas ou aceitar o julgamento antecipado. O texto determina que o silêncio ou um protesto genérico para produção de provas será interpretado como anuência ao julgamento antecipado. Requerimentos de diligências inúteis ou protelatórias são indeferidos.

O juiz também estabeleceu a fase probatória: as testemunhas deverão ser, no máximo, três para cada parte; apenas em situações de justificativa imprescindibilidade e para fatos distintos poderão haver mais testemunhas. A coluna não conseguiu contato com a defesa de Bolsonaro.

Durante a campanha, Bolsonaro afirmou que Lula não olharia para o povo, mas apenas para seus CPX — sigla que ele descreveu como referência ao “complexo de favelas” — em momentos de discurso a apoiadores. A ação começou a tramitar no STF, mas, por decisão do então ministro Ricardo Lewandowski, foi remetida às instâncias inferiores e chegou à 5ª Vara Cível da Leopoldina.

O texto encerra mencionando que, após as declarações de Bolsonaro, um morador do Complexo do Alemão acionou a Justiça por indenização. O caso chegou a tramitar no STF, mas retornou às instâncias inferiores, até alcançar a 5ª Vara Cível da Leopoldina.

Conclui-se, portanto, que o processo envolve uma disputa entre declarações políticas, interpretação jurídica sobre produção de provas e a definição de prazos e testemunhas, tudo sob o andamento de uma ação que já percorreu várias esferas do Judiciário e que permanece em tramitação no âmbito estadual.

Comentários, avaliações e leituras sobre o tema ajudam a compreender como políticas públicas, justiça e comunicação podem se cruzar, gerando debates sobre responsabilidade, liberdade de expressão e limites entre opinião e dano moral. Qual a sua leitura sobre esse caso e a relação entre falas públicas e ações judiciais?

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Metrópoles Endurance – corrida: quem nunca correu consegue completar 5 km?

Brasília se prepara para mais uma edição do Metrópoles Endurance Corrida, que promete agitar a capital federal. E você, pretende acompanhar ou participar? Deixe...

Apenas um terço dos deputados federais da Bahia citou feminicídio em publicações no Dia da Mulher

Uma análise das publicações de 39 deputados federais da Bahia no Instagram, durante o Dia Internacional da Mulher, mostra abordagens diversas para a...

Com até R$ 3,8mil de salário, DF tem 528 vagas nesta quarta-feira (11/3)

As agências do trabalhador do Distrito Federal anunciaram, nesta quarta-feira, 11/3, um total de 528 vagas de emprego, com salários que podem chegar...