Após as cheias registradas em Minas Gerais, o nível do Rio São Francisco voltou a subir em Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia. Nesta terça-feira, 27, a medição na ponte Gercino Coelho marcou 5,16 metros, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
Esse é o maior nível já registrado no trecho baiano neste ano.
A elevação decorre do aumento do volume de água vinda dos afluentes do Velho Chico no Norte de Minas Gerais, como Abaeté, Velhas, Paracatu e Urucuia, afetados pelas chuvas associadas à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Apesar da alta, o nível na Bahia ainda não provocou alagamentos, embora já esteja acima da média histórica para o período. Moradores ribeirinhos, pescadores e moradores locais acompanham a situação com atenção, na expectativa de que o Rio São Francisco continue subindo e encha lagoas marginais, como a Lagoa da Lapa, ambientes essenciais para a pesca artesanal, a agricultura familiar e o abastecimento de água na região.
O aumento do fluxo também contribui para a segurança hídrica local, sobretudo após períodos prolongados de estiagem. No início de janeiro, o Rio chegou a 3,78 metros em Bom Jesus da Lapa.
Conforme o boletim mais recente do SGB, o pico das cheias está concentrado no Norte de Minas, entre os municípios de São Francisco e Pedras de Maria Cruz, onde a cota de inundação já foi ultrapassada. Em São Francisco, o nível atingiu 8 metros na noite de ontem, com previsão de 8,10 metros ao longo desta terça-feira, e vazão estimada em 4,7 mil m³/s.
As projeções indicam que os efeitos das cheias em Minas devem chegar ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, no Norte da Bahia, em cerca de dez dias. Atualmente, o reservatório opera com aproximadamente 44,75% do volume útil.
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