Síndico confessa assassinato de corretora e leva polícia até o corpo em GO

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Um síndico do Condomínio Amethist Tower, em Goiás, confessou ter assassinato Dayane Aparecida, uma corretora de imóveis de 43 anos que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. A Polícia Civil localizou o corpo em uma área de mata densa, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, na rodovia que liga Caldas Novas a Catalão. A prisão do síndico e do filho dele ocorreu na mesma operação que encerrou as buscas pela vítima.

Conforme a investigação, Cle?ber Rosa de Oliveira confessou a autoria do crime e indicou o local onde o corpo foi ocultado. Os agentes ressaltaram que a ação teve como origem indícios já reunidos no inquérito, o que levou à prisão do síndico e de seu filho. O caso envolve ainda a participação de terceiros na ocultação do corpo e na prática do crime.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público de Goiás denunciou Cle?ber pelo crime de perseguição, apontando que as intimidações ocorreram entre fevereiro e outubro de 2025. A acusação diz que o síndico ameaçou a integridade física e psicológica de Dayane, restringiu sua mobilidade e perturbou sua esfera de liberdade, além de monitorar seus movimentos por meio de câmeras. A denúncia também aponta indícios de sabotagem em serviços básicos em imóveis sob gestão da corretora.

A investigação descreve a sequência do desaparecimento: relatos indicam que Dayane perdeu energia no apartamento, o que levou a registros de câmeras e a um vídeo enviado a uma amiga, mostrando seus últimos passos. Os vídeos mostram a corretora descendo à portaria para questionar a falha e conversando com um vizinho no elevador; o circuito registrou o momento em que ela desceu ao subsolo para religar o relógio de energia. Um segundo vídeo não chegou a ser enviado.

A Polícia Civil de Goiás afirmou que a prisão do síndico e de seu filho foi embasada em indícios consistentes da participação deles no caso. O delegado responsável destacou que a confissão ocorreu após os mandados de busca e que, com isso, houve a materialidade do crime comprovada pela localização do corpo.

O Ministério Público de Goiás mantém o foco na investigação e na coleta de provas, enquanto a defesa dos suspeitos não teve notícias públicas sobre seu posicionamento até o momento. O caso gera comoção na cidade de Caldas Novas e na região, trazendo reflexões sobre a segurança de profissionais do setor imobiliário que atuam em condomínios.

Convidamos você a comentar o que pensa sobre este desfecho e sobre as medidas de proteção a moradores, funcionários e profissionais autônomos que atuam em condomínios. Sua opinião ajuda a enriquecer a discussão sobre segurança pública e reforço de protocolos em áreas residenciais.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deolane Bezerra teria atuado como ‘caixa’ do PCC, dizem investigadores

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira durante a Operação Vênix, deflagrada para apurar um esquema de lavagem de dinheiro...

Operação da PF combate tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão no Rio

A Polícia Federal deflagrou a Operação Juro Zero, um esquema de tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão que envolve colombianos atraídos...

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogada, foi presa nesta quinta-feira durante a Operação Vênix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela...