PCC x CV: operação do MPSP mirou fim de “salves” e guerra urbana em SP

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Uma megaoperação da Polícia Militar, com apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi deflagrada nesta quinta-feira (29/1) no interior do estado para enfrentar a disputa territorial entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Autoridades descrevem a atividade como parte de um “estado de guerra urbana” na região de Piracicaba, intensificado pela rivalidade entre as facções.

A investigação aponta que o conflito se agravou após o CV tentar tomar pontos de venda de drogas dominados pelo PCC, gerando uma série de crimes ultraviolentos desde 2022, como execuções com fuzis, ataques a lideranças e chacinas em retaliação a mortes anteriores. O monitoramento aponta que a cidade tem sido um polo relevante nesse confronto no interior paulista.

A operação Keravnos cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Piracicaba, Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Leme, Engenheiro Coelho e Hortolândia. Mais de 50 celulares foram apreendidos, além de notebooks, drogas, dinheiro em espécie e três armas. Ao todo, 216 policiais militares atuaram com o apoio de 58 viaturas. Ao menos três suspeitos foram presos, incluindo integrantes apontados como líderes regionais, conhecidos na estrutura das facções como “jet”.

A Polícia Militar informou que a megaoperação atingiu os objetivos propostos, contribuindo para o avanço das investigações, a coleta de provas relevantes e o enfraquecimento das atividades ilícitas relacionadas ao crime organizado na região. Também houve apoio do CAEx (Centro de Apoio à Execução) do MPSP para análise dos itens apreendidos.

A ação visa interromper o fluxo de ordens de execução, as famosas “salves”, enviadas pelas facções. A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos, medida considerada essencial para reduzir as mortes violentas.

Galeria de imagens da operação:

Em contexto, a operação Keravnos envolveu as equipes dos batalhões 10º, 19º, 36º e 37º Batalhões da Polícia Militar do Interior, além do 10º Baep, mobilizando 216 policiais e 58 viaturas. O objetivo era desmantelar redes que atuam na venda de drogas, cobrança de dívidas e lavagem de dinheiro por meio de pequenas empresas e revendas de veículos.

Segundo autoridades, o confronto entre CV e PCC permanece ativo no estado, com a presença do PCC ainda marcando presença cotidiana nas cidades, mas com sinais de que o CV pode ampliar atuação na região. A situação é acompanhada com cautela pela inteligência policial, que vê possibilidade de avanço do CV para o litoral sul caso haja fragilidade adicional no controle territorial do PCC.

Especialistas ressaltam que, apesar de o PCC manter força no interior, a presença do CV pode sinalizar uma mudança estratégica, elevando o risco de conflitos em pontos sensíveis. A análise aponta para a necessidade de monitoramento contínuo, pois o CV pode buscar novos corredores de tráfico e influência.

Para você, leitor: como a presença de facções no interior afeta a segurança local e a vida cotidiana? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você enxerga esse cenário de disputa entre organizações criminosas no estado.

Além dos impactos imediatos, a cobertura indica que ações como a de Piracicaba e região podem influenciar futuras investigações, fortalecendo a atuação do Ministério Público e da Justiça na repressão a crimes organizados no interior paulista.

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