A Rússia admitiu, neste sábado, que continua bombardeando massivamente as infraestruturas energéticas da Ucrânia, em meio às negociações tripartites mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O Ministério da Defesa informou ataques com mísseis de alta precisão e longo alcance e drones de assalto contra oficinas de fabricação de aparelhos não tripulados e instalações energéticas usadas pela indústria militar ucraniana. “Todos os objetivos do ataque foram atingidos”, afirmou o órgão.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu aos parceiros para não atrasarem a entrega de baterias antiaéreas após o novo ataque, que envolveu 21 mísseis e 375 drones e deixou ao menos uma vítima. Zelensky destacou a necessidade de cumprir tudo o que foi acordado com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Davos, no que se refere à defesa antiaérea.
A Força Aérea ucraniana detalhou que, na noite de sexta-feira, a Rússia lançou dois mísseis anti navio 3M22 Zircon a partir da Crimeia; doze mísseis de cruzeiro Kh-22/Kh-32 a partir do espaço aéreo da região de Briansk; seis mísseis balísticos Iskander-M/S-300 de Briansk e da Crimeia; e um míssil aéreo guiado Kh-59/Kh-69 a partir do espaço aéreo de Kursk. Além disso, foram lançados 375 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e outros tipos, vindos de Kursk, Oriol, Millerovo, Shatalovo, Briansk e da região de Donetsk, ocupada.
Segundo a Direção-Geral do Serviço Estadual de Emergência da Ucrânia, em Kiev, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas. A vítima era moradora do edifício da fábrica de doces Roshen, atingido pelo ataque.
A ofensiva evidencia a escalada em meio às negociações em curso, mantendo pressão sobre infraestrutura crítica e sobre as entregas de defesa antiaérea solicitadas pela Ucrânia e seus parceiros.
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