Wagner Moura, ator baiano que ganhou projeção internacional com o filme O Agente Secreto, voltou a falar de política em entrevistas pré-Oscar, oferecendo uma leitura do cenário global.
Em suas falas, ele comparou as respostas de Brasil e Estados Unidos às ameaças autoritárias, ressaltando que o Brasil foi mais firme, devido a um passado sombrio que ancora a sua postura.
“Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Não sabem o que é isso, como é essa sensação ou o quanto isso é ruim.”
O ator também apontou que O Agente Secreto foi desenvolvido num momento delicado para o governo de Bolsonaro. Ele enfatizou que a atuação é uma forma de manifestação artística.
“Esse é um filme que nasceu de como eu e Kleber e eu nos sentimos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. Como nos sentíamos em relação ao nosso papel como artistas. Isso acontece lentamente. E se você não reage às pequenas coisas, é aí que elas ganham o controle.”
Essa visão reforça a ideia de que a arte pode servir como voz crítica em tempos de crise política, lembrando que a reação às pequenas mudanças é fundamental para não normalizar abusos.
E você, qual é a sua leitura sobre o papel da arte na política? Deixe seu comentário e participe da conversa sobre cinema, democracia e sociedade.

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