Filhos do fundador da Reag aparecem como beneficiários de fundos de 1,45 bilhão, aponta investigação
A investigação aponta que os filhos do empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, aparecem como beneficiários de fundos que movimentaram cerca de R$ 1,45 bilhão. Segundo o Ministério Público Federal, ao corroborar o pedido da Polícia Federal para incluir Mansur na segunda fase da Operação Compliance Zero, o montante teria origem no Banco Master, que atuaria em conjunto com a Reag para desviar valores entre fundos geridos pelo grupo.
Os fundos Astralo 95 e Reag Growth 95 estariam integrando uma extensa cadeia de controle, com os beneficiários finais declarados como Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur, conforme informações da investigação. O MPF afirma que a extensão dessas operações sugere participação coordenada entre o Banco Master e a Reag DTVM para o desvio de recursos do conglomerado Master para veículos alheios aos interesses da instituição.
A cobertura da apuração lembra que, até o início das operações envolvendo o PCC e a Faria Lima, a Reag era vista como o empreendimento de maior sucesso no maior centro financeiro do país. Entre 2020 e 2025, o patrimônio gerido pela Reag saltou de cerca de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões, um crescimento expressivo em cinco anos.
O Banco Central liquidou a Reag um dia após a deflagração da operação, justificando a medida pela violação de normas que regem as instituições do Sistema Financeiro Nacional. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada como liquidante, com Antonio Pereira de Souza atuando como responsável técnico.
A reportagem tentou contato com Mansur e com a Reag, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações das partes envolvidas.
Opiniões e perguntas dos leitores são bem-vindas: o que você acha das informações apresentadas sobre o papel de entidades financeiras neste tipo de operação? Deixe suas considerações nos comentários.



Facebook Comments