Entre as maiores cidades da Bahia, apenas seis estão na Lista A em Indicador da Defesa Civil Nacional 

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A maioria dos centros urbanos da Bahia ainda enfrenta deficiência na gestão de prevenção e combate a riscos e desastres, segundo a Defesa Civil Nacional. Em atualização recente, apenas seis dos 17 municípios com mais de 100 mil habitantes integram a Lista A do Indicador de Capacidade Municipal (ICM).

Entre os municípios incluídos na Lista A, estão Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Ilhéus, Itabuna e Salvador. Dentre eles, Salvador e Camaçari alcançaram a classificação máxima no ICM, enquanto Ilhéus e Itabuna ficaram com a segunda linha de desempenho. Já Alagoinhas e Barreiras aparecem na Lista A sem o perfil prioritário.

O Indicador de Capacidade Municipal (ICM) é um estudo da Defesa Civil Nacional, vinculada ao MIDR, composto por 20 variáveis distribuídas em três dimensões: Planejamento e Gestão, Coordenação Intersetorial e Políticas, Programas e Ações. Os resultados são organizados em quatro listas, A a D, sendo a Lista A a de melhor gestão entre as estruturas municipais e as variáveis avaliadas.

No âmbito do porte municipal, o estudo mostra a distribuição: 400 cidades com até 100 mil habitantes (pequeno porte); 15 municípios entre 100 mil e 500 mil (médio porte); e apenas duas cidades acima de 500 mil (grande porte): Salvador e Feira de Santana.

Grandes centros — entre os seis municípios que aparecem na Lista A —, a maioria tem perfil de risco prioritário. Entre eles, Salvador, Camaçari, Ilhéus e Itabuna se enquadram no grupo prioritário. Em contrapartida, Alagoinhas e Barreiras aparecem como não prioritários no conjunto de variáveis avaliadas.

No detalhamento das metas alcançadas, Salvador e Camaçari cumpriram 19 dos 20 itens, faltando o item 14 (formação ou certificação relacionada a capacitação contínua). Ilhéus e Itabuna atingiram 17 itens; para Ilhéus, faltaram os itens 1, 14 e 19, e para Itabuna, os itens 2, 14 e 17.

Outras cidades com mais de 100 mil habitantes aparecem distribuídas em diferentes listas: Eunápolis, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista ficaram na Lista B, com 12 a 16 itens cumpridos. Já Feira de Santana, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santo Antônio de Jesus e Simões Filho aparecem nas Listas C ou D, indicando estágios embrionários ou iniciais de ações de gestão de riscos e desastres.

Entre os municípios citados, Feira de Santana, Porto Seguro e Simões Filho ficaram na Lista C, com seis a 11 itens; Santo Antônio de Jesus está na Lista D, com oito itens cumpridos, e Paulo Afonso soma cinco itens, ainda sem atingir o patamar de 6 para avançar em direção à Lista C, mesmo sendo considerado município prioritário.

Em síntese, o panorama indica que, embora alguns grandes centros da Bahia avancem significativamente, várias cidades precisam ampliar a atuação em planejamento, capacitação e gestão de riscos para subir nas listas do ICM e aprimorar a proteção a desastres na região.

E você, qual é a percepção sobre a gestão de riscos na cidade onde mora? Compartilhe seus comentários e opiniões sobre como fortalecer a prevenção de desastres na sua região. Sua experiência pode ajudar outras pessoas a entenderem os desafios e avanços que ainda são necessários.

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