Ebola: Reino Unido inicia testes em humanos de vacina

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A Universidade de Oxford começou o primeiro ensaio clínico em humanos de uma vacina contra o ebolavírus Bundibugyo, com o objetivo de acelerar o combate a um surto que atinge a República Democrática do Congo e Uganda. O estudo piloto envolve BD-Ebov, com 50 voluntários saudáveis, para avaliar segurança e resposta imune ao longo de um ano, com as primeiras doses esperadas nas próximas semanas.

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Surto de ebola está acontecendo na República Democrática do Congo e em Uganda – Imagem: Arif biswas/Shutterstock

O surto atual de ebola tem como epicentro a RDC e já contabiliza 625 mortes e 1.792 casos confirmados. A variante em foco, Bundibugyo, já provocou episódios anteriores, e a propagação ocorre em uma região marcada por conflitos e deslocamentos, fatores que elevam a urgência de uma vacina capaz de conter o patógeno.

A tecnologia por trás da BD-Ebov é a mesma plataforma utilizada na vacina Oxford/AstraZeneca: um adenovírus de chimpanzé geneticamente modificado que estimula o organismo a produzir a proteína do ebolavírus, treinando o sistema imune para reagir à infecção. Antes dos testes em humanos, a imunizante passou por avaliações em ratos e primatas, e a produção está a cargo do Serum Institute of India, que já produziu e armazenou cerca de 620 mil doses.

O estudo BD-Ebov envolve dois pilares: avaliar a segurança da vacina e observar a resposta imune em 50 adultos saudáveis, com faixa etária entre 18 e 55 anos, em Oxford, Reino Unido. Os voluntários serão acompanhados por um período de um ano, com a expectativa de identificar rapidamente a imunogenicidade e eventuais efeitos adversos, conforme destacado pela pesquisadora Katrina Pollock.

Além disso, equipes de Oxford trabalham em parceria com instituições de Uganda para viabilizar futuros ensaios clínicos na África, ampliando a capacidade de resposta a esse tipo de surto e fortalecendo a cooperação internacional no combate a doenças emergentes.

Gostou de conhecer os avanços? Deixe sua opinião nos comentários: você acredita que vacinas baseadas em plataformas já utilizadas, como a de Oxford/AstraZeneca, podem acelerar a resposta global a novos vírus? Compartilhe suas perguntas e pensamentos abaixo.

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