O ano começa em Brasília com o desdobramento do escândalo do Banco Master ainda em curso e a abertura das atividades do Legislativo e do Judiciário. Congresso Nacional e STF iniciam o calendário de 2026 sob o impacto de um cenário eleitoral, com debates e decisões que devem moldar a agenda pública nas próximas semanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca reforçar a relação entre o governo e o Congresso. Ele deve promover encontros com presidentes das casas e lideranças, participar da sessão de abertura do ano judiciário no STF e seguir buscando alinhamentos para avançar pautas como o fim da escala 6×1 e a regulação do trabalho em aplicativos, apesar das resistências.
Na quarta-feira, Lula participa do lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, em Brasília, com a presença de autoridades dos três poderes. Na quinta, ele viaja à Bahia para entregar equipamentos de saúde e retomar ações do Novo PAC Saúde, ampliando ações de gestão pública no estado.
Pelo Legislativo, o Congresso abre o último ano da 57ª legislatura com sessão conjunta para a leitura da mensagem presidencial. Estão previstas votações das medidas provisórias MP 1313/25, que institui o Programa Gás do Povo, e MP 1312/25, que abre crédito extraordinário de 83,5 milhões de reais para o setor rural, visando prevenção de emergências agropecuárias. O Senado pode realizar deliberações rápidas para votar essas propostas antes que percam validade.
No âmbito do Judiciário, o STF inicia o ano com uma pauta de julgamentos no plenário, incluindo sete processos. Entre eles, ADIs 6293 e 6310, sobre regras do CNJ para uso de redes sociais por magistrados, defendidas pela AMB e Ajufe. A Primeira Turma também terá os primeiros julgamentos de ações penais após o recesso, incluindo o caso envolvendo a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, entre outros réus.
Este panorama inicial em Brasília evidencia um início de ano marcado por pautas de governo, votações relevantes e julgamentos de grande repercussão. Comente abaixo suas expectativas para o desdobramento das ações dos três poderes nos próximos dias e como isso pode impactar a gestão pública.
