Advogado de piloto que mandou jovem à UTI: “Foi preso por ser branco e de classe média”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em Vicente Pires, no Distrito Federal, Pedro Turra, piloto de carro esportivo, foi preso preventivamente após uma briga com um adolescente de 16 anos na noite de 22 de janeiro. A vítima permanece intubada no Hospital Brasília, em Águas Claras, tendo vomitado sangue ao ser socorrido. Turra deverá responder por lesão corporal grave, com a tipificação sujeita a alteração conforme a recuperação da vítima.

A briga envolveu agressões mútuas entre Turra e o adolescente; em certo momento, o piloto desferiu um soco que fez a cabeça da vítima colidir com um carro, levando o jovem a ser encaminhado à unidade de saúde. A evolução do quadro da vítima poderá alterar a tipificação do crime, que inicialmente é por lesão corporal grave.

O advogado de Turra, Eder Fior, concedeu entrevista ao Metrópoles e afirmou que o caso tem cheiro de perseguição por classe social, alegando que o jovem seria tratado de forma diferente por ser branco e de classe média. A defesa pediu a revogação da prisão, habeas corpus e imparcialidade no processo, ressaltando que a prisão preventiva é uma medida extrema que deve caber a situações excepcionais.

Fior também criticou a chamada espetacularização do caso pela Polícia Civil do DF e citou o choro de um delegado durante a coletiva de imprensa, dizendo que isso pode influenciar a opinião pública. A defesa sustenta que há uma condenação antecipada que não condiz com a realidade processual.

Resumo do caso: Pedro Turra e o adolescente de 16 anos teriam se envolvido em uma briga na noite de 22 de janeiro; vídeos mostram as agressões entre as partes; Turra desferiu um golpe que levou a cabeça da vítima a colidir com um carro; o adolescente foi levado ao Hospital Brasília, onde permanece em estado grave. Turra declarou não ter a intenção de machucar e pediu perdão à vítima e à família, enquanto o caso avança nos trâmites legais e pode ter desdobramentos conforme o estado de saúde da vítima.

Outras acusações: além do caso principal, surgiram ao menos três ocorrências no Distrito Federal envolvendo Turra, incluindo uma agressão denunciada anteriormente, uma briga de trânsito e uma acusação de coerção de uma adolescente a ingerir bebida alcoólica. A defesa afirma que essas denúncias foram usadas para manter Turra preso, e questiona a demora em apresentá-las.

Ainda não há decisão final: o estado de saúde da vítima pode influenciar a tipificação do crime, e o caso alimenta debates sobre a aplicação de prisões preventivas e a condução de investigações em casos de lesão corporal grave. O desfecho depende do andamento processual e da evolução clínica da vítima.

Como você vê a condução deste caso? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre justiça, imprensa e responsabilidade em situações de violência entre jovens e adultos.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

“Filhos trigêmeos choram por você”: avó faz apelo por filha desaparecida em Teixeira de Freitas

Resumo do caso: Em Teixeira de Freitas, uma avó compareceu à Delegacia de Polícia Civil para registrar o desaparecimento de Andreia Silva dos...

Delegado-geral da Polícia Civil se reúne com ator global furtado na festa de Iemanjá e reforça investigações

O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, recebeu o ator e diretor André Gonçalves na 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho, pela manhã...

Briga entre tutores de cães termina em agressão física na Bahia

Briga entre tutores de cães em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, terminou em agressão física neste domingo, 1º/2. A Polícia Civil...