A oitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estava marcada para a próxima quinta-feira (5), mas será realizada apenas depois do Carnaval. A decisão foi anunciada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após reunião com o ministro Dias Toffoli, do STF, e negociações com a defesa do banqueiro.
Para a presença de Vorcaro na CPMI, é necessária autorização do STF, já que ele cumpre medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica. A oitiva também foi alinhada com os advogados do empresário, segundo Viana, que informou que a defesa se comprometeu a não ingressar com habeas corpus para manter o depoimento em sigilo.
O objetivo é questionar Vorcaro sobre contratos do Master destinados a empréstimos consignados de aposentados e pensionistas. O senador afirmou que cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação da documentação.
Segundo Viana, Vorcaro terá de explicar como o banco adquiriu esses contratos e como os descontos ocorreram sem autorização em casos de ausência de comprovação documental.
Mesmo com a ausência de Vorcaro, a CPMI do INSS terá a primeira reunião de 2026 para votar dezenas de requerimentos. Entre eles, a convocação do filho do presidente Lula, o Lulinha, e o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. O presidente da CPMI afirmou que Toffoli também se comprometeu a repassar parte do inquérito sobre o Banco Master à CPMI do INSS.
Este avanço mostra como investigações sobre o Banco Master ganham espaço na agenda da CPMI, com foco em responsabilidades e medidas de fiscalização. Queremos saber sua opinião: você acha que as explicações propostas serão suficientes para esclarecer os acontecimentos? Deixe seu comentário abaixo.

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