Boné rosa, moletom e câmeras: como a polícia concluiu a investigação do caso Orelha

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Polícia Civil de Santa Catarina encerrou nesta terça-feira a investigação sobre a morte do cão Orelha, em Praia Brava, Florianópolis, após montar uma força-tarefa que reuniu as forças de segurança do estado. O inquérito apontou a autoria por meio de 10 pontos-chave, com base em imagens, depoimentos e geolocalização.

1. Testemunhas do dia e local: foram ouvidas 24 testemunhas, houve a investigação de 8 adolescentes suspeitos e a roupa utilizada pelo autor do crime foi registrada em filmagens.

2. Confirmação por imagens: a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens em 14 equipamentos que captaram imagens do ocorrido.

3. Geolocalização: um software adquirido na França foi utilizado para confirmar a localização do responsável durante o ataque ao Cão Orelha.

4. Confirmação com câmeras: imagens de segurança também mostraram o autor circulando pela região na madrugada de 4 de janeiro, fora do condomínio onde residia.

5. Contradição no depoimento: o rapaz apresentou inconsistências sobre sua localização, iniciando o desmentido de parte de suas declarações.

6. Portaria eletrônica: o adolescente alegou ter ficado dentro do condomínio, porém as imagens, testemunhas e outras provas comprovaram que ele esteve fora do local.

7. Boné rosa: o objeto utilizado no dia do crime foi encontrado em posse do adolescente após ele retornar de uma viagem ao exterior; o boné foi apreendido e identificado como o utilizado no crime.

8. Moletom utilizado no dia do crime: a peça também foi identificada entre os itens do suspeito, com familiares tentando justificar a compra; o próprio adolescente admitiu que já a possuía e que o moletom foi usado no crime.

9. Coação de testemunhas: familiares do autor teriam tentado influenciar testemunhas, levando à indiciamento de três adultos por interferência no andamento do processo, segundo a Delegacia de Proteção Animal (DPA).

10. Software israelense: a investigação contou com a recuperação de dados de celulares apreendidos por meio de um software israelense.

Ao longo da apuração, a Polícia manteve o foco na proteção das vítimas e no cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso ficou sob sigilo até a conclusão, com a possibilidade de internação do adolescente, equivalente à prisão para um adulto, em função da gravidade. Ao final, os procedimentos policiais foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.

O dog Orelha pertencia à comunidade de Praia Brava, em Florianópolis, e a apuração contou com a participação de moradores locais na construção do inquérito.

Risco de fuga foi um ponto crítico durante a apuração. Como o caso envolvia um adolescente que poderia deixar o país, a investigação seguiu com cuidado, buscando evitar vazamentos e preservar provas. O inquérito, conduzido sob o ECA, foi concluído e enviado ao Ministério Público e ao Judiciário para as medidas cabíveis.

A Polícia solicitou a internação do adolescente, medida que corresponde à detenção para equivalência de adultos, devido à gravidade dos fatos apurados. O andamento agora fica sob avaliação dos órgãos competentes, com os elementos recolhidos encaminhados para continuidade do processo.

Para marcar a importância deste desfecho, os moradores da Praia Brava acompanham o encerramento da investigação e a responsabilização de envolvidos, enquanto a comunidade local reforça o cuidado com os animais e a segurança do bairro.

Deixe abaixo seu comentário com a sua opinião sobre o caso Orelha e as etapas da investigação. Você acredita que as medidas tomadas foram suficientes? Compartilhe suas sugestões para aprimorar a proteção de animais e a atuação das forças de segurança.

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