Entenda como funciona o golpe da falsa agência de viagens e proteja suas férias

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Meta descrição: Saiba identificar golpes da falsa agência de viagens, verifique Cadastur, domínio e histórico, compare preços e métodos de pagamento, e proteja seus dados antes de comprar pacotes ou passagens.

O golpe da falsa agência de viagens é uma prática criminosa em que estelionatários criam empresas fictícias ou clonam marcas renomadas para vender pacotes, passagens e reservas que não existem. O objetivo é obter dinheiro adiantado, mas o roubo de dados pessoais também é comum. A fraude aproveita a busca por preços baixos e a facilidade das transações digitais.

O crime se caracteriza pela engenharia social e pelo uso de sites bem desenhados, perfis em redes sociais com seguidores — muitas vezes comprados — e atendimento por mensagens. O “pacote” costuma ter preço muito abaixo do mercado, criando sensação de urgência que leva à compra rápida.

O ciclo do golpe costuma seguir três passos: Atração, com anúncios agressivos; Conversão, com atendimento rápido e pressão para pagamento imediato; e Desaparecimento, quando o dinheiro é recebido e os canais são fechados ou o site sai do ar. Em esquemas mais sofisticados, vouchers falsos ou reservas canceladas podem aparecer apenas na chegada ao destino.

Para saber se o pacote barato é golpe, é preciso confirmar a autenticidade por meio de um protocolo técnico de verificação que vai além do site. Primeiro, verifique o Cadastur, o cadastro oficial do setor de turismo no Brasil. Cadastre-se no site oficial, pesquise o CNPJ ou o nome da empresa e confirme o status “Regular”.

Em seguida, faça a checagem do domínio (Whois). Muitos golpes surgem dias ou semanas antes do golpe ser aplicado; use serviços como registro.br (domínios .br) ou whois.com para verificar a idade do site e se os dados do proprietário conferem com o CNPJ informado.

Outra camada essencial é a validação de reputação em plataformas independentes, como Reclame Aqui ou Consumidor.gov.br. Não se baseie apenas em depoimentos do próprio site — procure relatos recentes e observe se há queixas sobre vouchers não enviados ou falta de comunicação após o pagamento. Perfis com comentários bloqueados também devem acender o alerta.

Além disso, compare preços com as tarifas de companhias aéreas e hotéis. Desconfie de ofertas com descontos de 50% ou mais. Evite pagamentos apenas via Pix ou transferência para pessoas físicas; agências sérias costumam aceitar cartão de crédito e emitir notas com CNPJ.

Os impactos vão além da perda financeira: há risco de violação de dados, com preenchimento de cadastros contendo nome, CPF, endereço e dados bancários, que podem ser vendidos ou usados para abrir contas “laranjas” e solicitar cartões de crédito. E a logística pode ficar comprometida — você pode chegar ao destino sem hospedagem ou passagem de volta.

Perguntas frequentes: 1) É possível recuperar o dinheiro após cair no golpe? É difícil, mas pode ocorrer; registre boletim de ocorrência e acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, se esse foi o meio de pagamento. 2) O cadeado HTTPS garante confiabilidade? Não necessariamente; ele apenas indica conexão criptografada. 3) OTAs famosas também podem ser golpeadas? Em geral não, se o pagamento for feito no site oficial; cuidado com clones que imitam marcas conhecidas por URLs muito parecidas.

A prevenção envolve ceticismo e verificação técnica. Combine Cadastur, verificação de domínio (Whois) e comparação de mercado para criar camadas de proteção. Preços excessivamente baixos costumam ser o principal ímã do golpe; prefira a segurança da transação, mesmo que signifique pagar um pouco mais.

E você, já teve alguma experiência com ofertas muito abaixo do mercado? Compartilhe nos comentários como identificou a fraud pretensão, que sinais viu e quais medidas adotou para se proteger. Sua experiência pode ajudar outros leitores a evitar golpes semelhantes.

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