Os gastos da CPMI do INSS com despesas de investigados e testemunhas

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A CPMI do INSS, criada para apurar fraudes nos descontos indevidos do benefício, registrou gastos elevados com diárias, passagens e deslocamentos em 2025. Os custos ultrapassaram R$ 147 mil, correspondendo a 73% de um orçamento total de R$ 200 mil aprovado pelo colegiado, segundo dados obtidos pela LAI e junto ao Senado.

Depoentes e advogados tiveram os principais deslocamentos: as passagens somaram R$ 61.363,67 e as diárias chegaram a R$ 15.489,57. A Polícia Federal ostentou diárias de R$ 23.918,29 e passagens de R$ 27.857,51. Já a Polícia Legislativa registrou R$ 18.135,54 em passagens, enquanto as diárias estão em sigilo.

Desde as primeiras reuniões, o presidente da CPMI, Carlos Viana, defendeu os gastos com diárias e passagens como forma de evitar ausências de depoentes que alegavam dificuldades financeiras para comprar bilhetes aéreos. Ao todo, a CPMI ouviu 29 pessoas desde a instalação, em agosto do ano anterior, com foco inicial nos chamados descontos associativos.

A previsão de encerramento é 28 de março, mas o presidente pretende acrescentar 60 dias de trabalho para avançar em novas frentes, incluindo as fraudes dos empréstimos consignados.

Maior gasto da CPMI do INSS até o momento ocorreu com uma missão ao Amazonas: três policiais legislativos conduziram o ex-coordenador de benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, cuja ida, volta e diárias somaram quase R$ 18 mil. Ele foi localizado perto de Manaus, prestou depoimento em 1º de dezembro e teve prisão decretada ao fim da oitiva. A ausência dele motivou o cancelamento de uma reunião.

Entre os citados, destaca-se Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS, e a empresária médica Thaisa Hoffmann Jonasson, apontados como ligados ao pivô da fraude e a possíveis recebimentos de dinheiro das entidades investigadas pela PF.

A CPMI do INSS foi instalada em 20 de agosto do ano anterior e já realizou 29 reuniões até 4 de dezembro, ouvindo 29 pessoas. Na próxima fase, os trabalhos devem avançar para investigar fraudes em empréstimos consignados, com a expectativa de prolongar o prazo até 60 dias. O fim da CPMI está previsto para 28 de março, embora haja demanda por mais tempo para aprofundar as apurações.

E você, o que pensa sobre as despesas registradas pela CPMI do INSS e sobre as estratégias do colegiado para conduzir as investigações? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

VÍDEO: Manifestantes colocam fogo em via na região da CIA Aeroporto em protestos por morte de Thamiris

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra chamas no local e um congestionamento significativo na região do Salvador Norte Shopping, em São Cristóvão,...

Jovem de 20 anos persegue idosa, mostra pênis na rua e acaba preso

<!-- Meta Description: Caso de importunação sexual e perseguição em Igaraçu do Tiête, interior de São Paulo. Jovem de 20 anos é preso...

Por recomendação do MP, DF Legal derruba parquinho de crianças no DF

Um parquinho instalado sem autorização na SQNW 302, no Noroeste do Distrito Federal, foi removido pela DF Legal após cobrança do Ministério Público...