Viúva detalha quem era italiano morto no DF: “Homem de fé e generoso”

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Resumo: Orazio Giuliani, pastor evangélico e artista plástico italiano de 80 anos, foi assassinado em São Sebastião, Distrito Federal, numa ação que classifica-se como latrocínio. Morando no Brasil há 14 anos, ele dedicava-se à construção de uma igreja com projetos sociais e creche para a região, e mantinha forte ligação com a população local. Dois pedreiros foram detidos na investigação, enquanto a família descreve o falecido como alguém de fé, generoso e profundamente apaixonado pelo Brasil. A Polícia Civil acompanha o caso, com apoio da Embaixada da Itália.

Orazio nasceu em Vico del Gargano, na costa adriática italiana, e construiu sua vida profissional como artista plástico renomado na Itália. Ao longo dos anos, realizou exposições em museus na Itália e no Brasil, incluindo Brasília e Rio de Janeiro. Nos últimos tempos, ele orientava sua criação artística em casa, ao mesmo tempo em que nutria o sonho de promover ações sociais por meio da igreja que planejava erguer na região do Entorno do Distrito Federal. Morava no Jardim Botânico, local onde dedicava parte de seus dias à obra que pretendia oferecer à comunidade.

A relação com a família era marcada por respeito. Maria Lurdes, esposa de Orazio, relembra a forma honesta com que o italiano conduzia a vida. O enteado Thiago Jatobá recorda que, apesar de não viverem juntos, havia consideração mútua e humor nas lembranças compartilhadas — inclusive sobre as camisas brasileiras de times de futebol que Orazio gostava de vestir, mesmo sem ser torcedor fanático. Segundo Thiago, o sonho do padrasto incluía uma obra social com igreja e creche, uma ideia que ele via como missão de vida.

Conforme apurado pela família, o projeto de construção da igreja contava com a participação de trabalhadores contratados recentemente. Os pedreiros Bruno Cruz de Araújo e Leonardo da Conceição teriam começado a trabalhar na obra um dia antes do crime, ocorrido no sábado, 11 de abril. A viúva relata que, ao acompanhar as câmeras do local, observou comportamento incomum de um dos operários e ouviu relatos de vizinhos. A cobrança de metade do valor combinado pela diária pode ter contribuído para o desfecho trágico, segundo Maria Lurdes. O casal chegou ao local pouco depois das 21h, e a família afirma que, se tivesse chegado antes, poderia ter sido vítima também.

Relatos da família destacam que Orazio enfrentava a morte com fé inabalável, ainda que a dor da perda fosse profunda. Maria Lurdes descreve que ele tinha o desejo de ser enterrado no Brasil, país que aprendia a amar de coração aberto. A hipótese de que o falecido considerava seriamente permanecer no país se fortalecia nas palavras da esposa, que lembrou a vida dedicada à fé, à arte e aos laços com a região. Enquanto a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal avança para elucidar a motivação do latrocínio, a Embaixada da Itália no Brasil oferece suporte à família em meio a esse momento de luto.

Galeria de imagens: a trajetória de Orazio é ilustrada por retratos de sua vida artística e de sua presença na capital federal. Abaixo, uma seleção de imagens que destacam sua exposição em Brasília, sua residência no Jardim Botânico, visitas à Embaixada da Itália, e exemplos de quadros e esculturas produzidos por ele ao longo dos anos.

Encerramento: O caso de Orazio Giuliani mobiliza a cidade e reforça o debate sobre a proteção de pessoas que dedicam suas vidas a arte, fé e ações solidárias. Enquanto a polícia investiga a motivação do latrocínio, a lembrança do italiano permanece viva entre familiares, amigos e moradores que o viam como alguém mergulhado na cultura brasileira e na promoção de valores como generosidade e fé. A comunidade é chamada a acompanhar os próximos desdobramentos da investigação e a manter viva a memória de quem escolheu o Brasil como lar e palco de seus sonhos.

Agora queremos ouvir você: o que a história de Orazio Giuliani inspira em sua visão sobre fé, arte e solidariedade na sua cidade? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a manter viva a memória de quem dedicou a vida aos que precisam.

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