Rússia declara fim das obrigações do acordo New START e culpa EUA

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Resumo para SEO: Rússia encerra as obrigações do acordo nuclear New START, retirando limites legais para arsenais estratégicos entre EUA e Rússia. O anúncio aumenta a incerteza na segurança global e abre caminho para novas contramedidas em defesa.

A Rússia afirmou nesta quarta-feira (4/2) que encerrou todas as obrigações previstas no New START, o acordo firmado em 2010 para limitar arsenais estratégicos e com vigência desde 2011. Em comunicado da chancelaria, Moscou responsabilizou Washington pelo que chamou de colapso do pacto e disse que os dois países estão livres para definir seus próximos passos na área de armas ofensivas.

Entenda o acordo: o New START, assinado em 2010 e em vigor desde 2011, chega oficialmente ao fim em 5 de fevereiro de 2026, após ter sido prorrogado por cinco anos em 2021. O tratado limitava o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país e restringia mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros de longo alcance a até 700 unidades, além de prever inspeções mútuas.

Com o fim, será a primeira vez desde 1972 que não haverá limites legais para os arsenais nucleares das duas maiores potências do mundo. O Kremlin afirmou que políticas adotadas durante o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, provocaram uma mudança fundamental na segurança, tornando inviável a plena implementação do acordo.

Entre as críticas, Moscou aponta as ações dos EUA na área de defesa antimísseis, consideradas desestabilizadoras e contrárias ao princípio de equilíbrio estratégico previsto no tratado. Apesar disso, a Rússia reconhece que o New START cumpriu um papel relevante ao longo dos anos, ajudando a conter a corrida armamentista e a promover reduções significativas nos arsenais, além de assegurar previsibilidade entre as duas potências.

Putin chegou a propor, em setembro de 2025, que a Rússia e os EUA se comprometessem com uma autolimitação voluntária dos arsenais por pelo menos um ano após o término do tratado. Segundo Moscou, nenhuma resposta formal foi recebida, com o despacho classificando a postura americana como equivocada e lamentável. Diante da falta de diálogo, o fim do acordo é visto pela Rússia como um “fato consumado” que influenciará a definição de sua política estratégica futura. O governo está preparado para adotar contramedidas técnico-militares decisivas caso identifique novas ameaças à sua segurança nacional.

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Implicações e próximos passos

Sem obrigações formais, a segurança estratégica entre as duas maiores potências nucleares passa a depender de decisões unilaterais e de eventuais acordos futuros. Analistas alertam para maior volatilidade na postura de defesa, maior incerteza sobre futuras reduções de arsenais e a possibilidade de novas corridas armamentistas, especialmente em áreas de defesa antimísseis e mísseis de longo alcance.

O anúncio russo reforça a mensagem de que as decisões sobre o teto nuclear deixaram de depender de um acordo bilateral vinculante. Com isso, a região e o mundo ficam mais atentos aos próximos movimentos de Washington e Moscou, que agora definem suas políticas estratégicas sem a âncora de um tratado legalmente obrigatório.

E você, qual é a sua leitura sobre o fim das obrigações do New START e as implicações para a estabilidade global? Deixe seu comentário com sua opinião, dúvidas ou perspectivas sobre como isso pode transformar a segurança nuclear nos próximos anos.

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