Documentos do caso Epstein citam jogador Kristaps Porzingis, da NBA, em acusação não formalizada

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Novos documentos do Governo dos EUA, divulgados na última quarta-feira, mencionam Kristaps Porzingis em relação a uma acusação de violação atribuída ao atleta, supostamente ocorrida em março de 2019, quando defendia o New York Knicks. Não há denúncia formal apresentada à Justiça.

Conforme o material revelado, Epstein teria enviado um e-mail perguntando “Você tem um investigador em quem confia?”, sem identificar o destinatário. Os documentos também indicam que o empresário entrou em contato com seu advogado para discutir a possível contratação de um investigador particular.

A mulher envolvida no caso afirmou que Porzingis ofereceu US$ 68 mil (cerca de R$ 355 mil) para ajudar a pagar a faculdade do irmão, como forma de tentar “apaziguar” a situação. A polícia de Nova York informou que, se houver vínculo direto entre o episódio e as comunicações atribuídas a Epstein, o caso pode ser enquadrado como extorsão.

À época, a mulher entregou um documento supostamente assinado por ela e pelo jogador, estabelecendo um acordo. Os advogados de Porzingis negaram a autenticidade do documento. A proximidade temporal entre o episódio envolvendo o atleta e as mensagens atribuídas a Epstein levantou suspeitas, porém não houve confirmação oficial.

Porzingis estava no Atlanta Hawks, mas foi envolvido numa troca com Jonathan Kamunga para jogar no Golden State Warriors. Ele não foi formalmente acusado, e o caso não avançou judicialmente até o momento.

O caso Jeffrey Epstein é um dos escândalos mais graves das últimas décadas, envolvendo abuso sexual, tráfico de menores, poder econômico e ligações com figuras influentes da política, da realeza e do mundo empresarial.

Epstein, finanzista norte?americano, construiu uma rede de relacionamentos com pessoas de grande poder. Em 2008, fechou um acordo controverso na Flórida para crimes de tráfico sexual, recebendo imunidade a cúmplices. Em 2019, foi preso novamente, com acusações de tráfico de menores, e morreu na prisão pouco depois, em circunstâncias que geraram controvérsia e teorias de conspiração.

Mesmo após a morte, o caso seguiu com ações civis de vítimas e questionamentos sobre associados, como Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por ajudar a recrutar e abusar de menores.

Como essas revelações afetam a percepção pública sobre o uso de influência por figuras de poder em casos de abuso? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

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