O fundador da Reag, João Carlos Mansur, comprou ações do Banco de Brasília (BRB) por meio do fundo Celeno, administrado pela Master Corretora. A atualização do quadro societário na CVM indica que o Celeno detém 4,5% do capital da instituição. As informações revelam o alvo das operações conhecidas como Compliance Zero e Carbono Oculto.
Segundo documento enviado pelo BRB ao Banco Central (BC) e obtido pelo Metrópoles, Mansur teria pago ao fundo Celeno cerca de R$ 193,2 milhões com recursos próprios oriundos de dividendos da Lumabe Participações Ltda. O Celeno, por sua vez, recebeu as ações após transferência do FIP Borneo, administrado pela Reag Trust — fundada por Mansur.
O BRB confirmou ainda que, em abril de 2025, autorizou a alteração do capital social para R$ 2,3 bilhões, em linha com ajustes já aprovados pelo Conselho de Administração no fim de 2024. Em março anterior, o banco havia anunciado a intenção de adquirir o Banco Master, operação que foi barrada pelo Banco Central.
Compliance Zero aparece como tema central: Na esteira da operação, a Polícia Federal abriu a segunda fase da Operação Compliance Zero em 14 de janeiro de 2026. A investigação aponta a Reag como administradora de fundos que teriam inflado artificialmente o patrimônio do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, segundo a apuração.
Na sexta-feira (30/1), a PF abriu um novo inquérito para apurar manobras societárias envolvendo o BRB no contexto da tentativa de aquisição do Master, com a apuração ocorrendo após o BRB apresentar “achados relevantes” da primeira parte da auditoria contratada pelo banco.
Em nota, o BRB disse que, dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, adotou medidas institucionais para resguardar créditos e ativos e ressarcir prejuízos causados por agentes relacionados à Operação Compliance Zero, com ações que tramitam em sigilo e serão reforçadas para assegurar a defesa dos seus interesses.
A reportagem tenta contato com o Master e com Mansur para ouvir as partes sobre o caso.
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