Quem era Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto neste sábado (28/2)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28/2) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após ataques das forças norte-americanas e de Israel a Teerã. O aiatolá foi a figura central do regime iraniano por três décadas, em meio a uma política de repressão interna e tensões com o ocidente.

Nascido em 1939 em Mashhad, no leste do Irã, Khamenei iniciou a formação religiosa e política na década de 1960, influenciado por movimentos que contestavam o regime do xá Mohammad Reza Pahlavi. Estudos em Qom o aproximaram de Ruhollah Khomeini, com quem ajudou a organizar e executar ações no território iraniano.

Tornou-se aliado próximo de Khomeini durante os protestos de 1978 que antecederam a Revolução Iraniana e, em 1980, foi escolhido para ser o imã de Teerã, responsável pela tradicional oração de sexta-feira. Em 1981, sofreu um atentado que paralisou seu braço direito, e aos 42 anos foi eleito presidente do Irã, recebendo 95% dos votos e tornando-se o primeiro clérigo a ocupar o cargo. Foi reeleito em 1985 e permaneceu no poder até 1989, após a morte de Khomeini.

Desde então, Khamenei consolidou seu controle, enfrentando opositores sob uma linha dura contra liberalismo, influência dos Estados Unidos e o que via como desvios dos costumes islâmicos. Seu governo ficou marcado por políticas repressivas, cultivo de um culto à personalidade e pela repressão a jornalistas e vozes dissidentes. Nas últimas décadas, protestos recorrentes foram abafados por medidas duras, mantendo o regime sob pressão.

Nos últimos meses, a administração também enfrentou desgaste econômico, com manifestações violentas que deixaram milhares de mortos. A narrativa interna aponta para um regime sob forte pressão interna, agravada por dificuldades econômicas.

Ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã ocorreram na madrugada deste sábado, resultando em 201 mortes e 747 feridos, segundo a mídia local. A ofensiva israelense foi denominada pela defesa como “Operação Fúria Épica”; a justificativa inicial foi eliminar ameaças. O presidente Donald Trump afirmou que o ataque visava interromper supostas armas nucleares iranianas. Em retaliação, o Irã informou que atingiu bases americanas no Oriente Médio. A informação é da DW Brasil, parceira do Metrópoles.

Como você encara esse desfecho e o futuro da região após esses acontecimentos? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre os impactos políticos, econômicos e humanitários que podem se desenrolar nos próximos dias.

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