O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que o Kremlin está pronto para colaborar de forma ampla com os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, atual presidente dos EUA. A declaração foi dada em entrevista à RT, canal de TV vinculado ao governo russo, nesta quarta-feira (4/2). Segundo Lavrov, a relação entre Moscou e Washington avança por meio do diálogo e do respeito mútuo, e o desejo de retomar laços ficou evidente após o encontro entre Putin e Trump no Alasca.
Lavrov destacou ainda que o relacionamento tem ganhado impulso justamente por meio do diálogo e do reconhecimento mútuo. Ele disse que delegações americanas que visitaram Moscou para discutir o encontro no Alasca reiteraram a ideia de ampliar a cooperação, com a promessa de desenvolver uma ampla gama de projetos entre os dois países.
Durante a entrevista, Lavrov citou que a gestão de Trump afirmou que a Ucrânia era uma “herança” de Biden e que precisavam se livrar disso, ao mesmo tempo em que afirmavam a intenção de resolver a questão, reconhecendo, porém, a posição russa. O chanceler ainda ressaltou que o governo norte?americano, segundo as próprias palavras de Lavrov, compreende a necessidade de respeitar as diferenças entre as duas nações para evitar confrontos.
O ministro também comentou que a Rússia aceitou a proposta dos EUA sobre a Ucrânia durante o encontro entre Putin e Trump no Alasca. A visão de Lavrov é de que o processo de resolução continua a se reconfigurar, com novas dimensões, condições e exigências voltadas à Rússia, o que torna o caminho promissor, porém complexo.
Nas últimas semanas, um novo modelo de negociações para pôr fim à guerra começou a ganhar forma, após a primeira reunião trilateral entre Moscou, Kiev e Washington. Uma nova rodada de conversas teve início neste fim de semana em Abu Dhabi, com foco nas garantias de segurança pedidas pela Ucrânia em caso de novos ataques e no destino dos territórios do leste do país reivindicados pela Rússia.
O cenário mostra que, mesmo com avanços, a configuração da paz na Ucrânia segue sujeita a reatores de interesses entre Moscou, Kiev e Washington, com a participação de outras frentes internacionais. Como você interpreta esse momento de aproximação entre Rússia e EUA e as negociações em Abu Dhabi? Compartilhe sua visão nos comentários.

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