Em entrevista ao portal UOL, Lula deixou claro que, se o vice-presidente Geraldo Alckmin decidir disputar o governo de São Paulo, o PT apoiará fortemente a candidatura dele. Caso contrário, Alckmin pode retornar como vice de Lula nas eleições de outubro próximo. O presidente também comentou como planeja montar o palanque paulista, dizendo que ainda não conversou com Haddad nem com Alckmin, e que Simone Tebet tem papel a cumprir, embora ainda não tenha sido debatido com ela.
Alckmin é visto hoje como a unanimidade para o posto de vice dentro do PT e figura entre os nomes cotados para suceder Lula caso ele conquiste um quarto mandato. A experiência do ex-governador de São Paulo é apontada como força política relevante no Estado, com a expectativa de que ele possa atuar para viabilizar o palanque da esquerda, conectando candidatos ao governo e ao Senado.
No eixo nacional, Haddad e Simone Tebet aparecem como peças-chave para o governo de São Paulo. Segundo interlocutores, se depender de Lula, Haddad poderia disputar a vaga de Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto Tebet seria candidata a uma vaga no Senado. Haddad, porém, tem reiterado que não quer concorrer neste ano e quer apenas coordenar a campanha, sinalizando cansaço e até cogitando deixar o Ministério da Fazenda.
Haddad já enfrentou resistência dentro do PT: parte do partido nunca o viu com bons olhos, o que aumenta o risco de sabotagem a uma eventual candidatura dele ao governo paulista ou ao Senado. Haddad admite que Lula tenta convencê-lo a concorrer este ano, mas ele prefere manter o foco na coordenação da campanha e no futuro político de 2030. Em 2018 disputou a presidência a pedido de Lula, que estava preso; em 2022, candidatou-se ao governo de SP para ajudar Lula, mas perdeu.
E você, o que acha das estratégias em jogo para São Paulo e para o cenário federal? Alckmin deve concorrer ao governo ou continuar como vice? Haddad tem futuro como candidato em 2030 ou como coordenador? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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