Advogada participa por vídeo de dentro do banheiro e surpreende juiz

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A 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizou uma audiência com participação remota de advogados, em situações inusitadas: um defensor falava de Paris, na França, enquanto a outra advogada falava do banheiro do próprio tribunal, surpreendendo o ministro Sérgio Pinto Martins, que conduzia a sessão.

A sessão analisava a interposição de um recurso de revista, ferramenta jurídica extraordinária para uniformizar a jurisprudência entre os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), sanando violações de lei ou divergências jurisprudenciais, sem a reanálise de provas.

Durante a sessão, o ministro Martins percebeu a ausência de advogados na sala e comentou: “Não tem advogado aqui. Acho que vamos fechar a 8ª Turma”. O primeiro defensor confirmou estar em Paris, e o magistrado brincou com o frio local, recebendo a resposta de que lá faz cerca de 10 graus.

Em seguida, a outra advogada afirmou estar no banheiro do tribunal para sustentar, pedindo desculpas. Ela revelou: “Bom dia, excelentia. Eu estou aqui no banheiro do tribunal, aguardando para entrar em audiência.” O ministro respondeu com um aceno de cabeça, sinalizando a dificuldade de comunicação por conta do sinal.

A participação remota de advogados em audiências é prevista pela Lei 8.906/94, a Lei da Advocacia, e por resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O uso de celulares e computadores é permitido, desde que haja boa conexão com a internet, ambiente tranquilo, boa iluminação e vestimenta formal.

As imagens registram a sessão, mantendo a documentação da situação inusitada, como a fachada do TST e momentos em que os advogados interagiam com o ministro. Abaixo você confere uma galeria com as fotos da ocasião.

Em síntese, o episódio ilustra a evolução da participação remota no Judiciário trabalhista, com regras claras e a necessidade de adaptação a situações inesperadas durante as sessões. A decisão sobre o recurso de revista continua pautada pela legislação específica e pelas normas do CNJ, assegurando a continuidade dos debates jurídicos mesmo em condições atípicas.

E você, o que pensa sobre esses formatos de audiência que aproximam a Justiça de advogados que estão longe do gabinete? Compartilhe sua opinião nos comentários e leia mais sobre casos que moldam a prática jurídica com tecnologia e inovação.

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