Jovem conta à polícia que ministro Marco Buzzi passou a mão em suas nádegas e pressionou seu corpo contra o dela

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Meta descrição: Jovem de 18 anos acusa o ministro Marco Aurélio Buzzi (STJ) de importunação sexual durante viagem à casa de praia no Balneário Camboriú; caso tramita em sigilo, defesa nega, investigações seguem com CNJ e STF.

Palavras-chave: importunação sexual, Marco Aurélio Buzzi, STJ, Balneário Camboriú, CNJ, STF, investigação, crime sexual.

Uma jovem de 18 anos acusa o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos, de importunação sexual. Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, ela detalhou o episódio ocorrido durante uma viagem à casa de praia do magistrado, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, no começo deste ano. Buzzi negou as acusações.

Conforme o relato ouvido pelo g1, o ministro teria levado a jovem para uma área mais afastada da praia para entrarem no mar. Dentro da água, ele começou a se aproximar fisicamente. Ao perceber que outras pessoas estavam abraçadas, comentou: “deve ser por isso que eles estão abraçados”, dizendo sentir frio.

A vítima afirmou que, em seguida, Buzzi a virou de costas, pressionou seu corpo contra o dela, declarou que a achava “muito bonita” e tocou suas nádegas. Ela relatou ter tentado se soltar por várias vezes, sendo puxada de volta pelo ministro. Ao se desvencilhar, ele teria dito: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar.”

A jovem deixou a praia sozinha e comunicou os pais imediatamente após retornar ao condomínio. A família decidiu interromper a viagem e voltar para São Paulo. Ela tem tido dificuldades para dormir, com pesadelos frequentes, e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o ocorrido.

O advogado da vítima, Daniel Bialski, afirmou ao G1 que espera que as providências sejam tomadas com rigor. As investigações, iniciadas com o depoimento em 14 de janeiro, tramitam em sigilo por se tratar de crime sexual. O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do ministro.

Em nota, a defesa de Marco Buzzi disse que o ministro ficou surpreso com as insinuações divulgadas por um site e que as acusações não correspondem aos fatos, repudiando qualquer alegação de ato impróprio. O crime de importunação sexual prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, caso haja condenação.

Este caso ainda tramita sob sigilo e envolve questões de foro privilegiado. Acompanhemos os desdobramentos para trazer informações oficiais assim que forem divulgadas, com foco em fatos e decisões oficiais.

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