O ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos durante férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. A denúncia foi revelada pela revista Veja e envolve a filha de um casal de amigos do magistrado.
Segundo o depoimento, a vítima descreve uma relação de confiança com o ministro desde a infância. No início de janeiro, a família da jovem passou alguns dias na casa dele, convidada pela própria autoridade. A jovem afirma que, na manhã seguinte, Buzzi questionou sua orientação sexual, e, apesar do constrangimento, o convívio seguiu normalmente, com ela se declarando bissexual.
O episódio de assédio teria ocorrido no dia 9 de janeiro, por volta das 11h30. A mãe da jovem permanecia na casa, enquanto o pai participava de uma reunião online. A vítima ficou sozinha com o ministro, que a convidou para entrar no mar e, em seguida, afastaram-se cerca de 400 metros do local. Em água mais profunda, o magistrado passou a investir fisicamente, elogiando-a como bonita e passando a tocar seu corpo.
Ao retornar, a jovem contou aos pais, que deixaram o local e viajaram para São Paulo. Eles tentaram registrar a ocorrência, mas foram orientados a procurar o STF, por o ministro possuir foro por prerrogativa de função. O caso está sendo analisado pela Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, para proteger a vítima, com possibilidade de sanções administrativas caso haja condenação.
A defesa de Buzzi afirmou que o ministro ficou surpreso com as insinuções divulgadas e que as informações não correspondem aos fatos, repudiando qualquer ato impróprio.
Quem é Marco Buzzi: natural de Timbó, Santa Catarina, nasceu em 4 de fevereiro de 1958. Formou-se em direito em 1980, ingressou na magistratura em 1982, foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em 2002 e foi indicado ao STJ em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff.
O caso permanece sob análise da Corregedoria Nacional de Justiça, com depoimentos colhidos e informações divulgadas pela imprensa. A tramitação corre em segredo para preservar a intimidade da vítima e não há conclusão sobre possíveis sanções administrativas, que vão desde advertência até aposentadoria compulsória.
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