Rodrigo Castanheira, 16, morre 16 dias após sofrer agressão de ex-piloto da Fórmula Delta. Morador do Distrito Federal, Rodrigo foi agredido por Pedro Arthur Turra Basso, 19, em Vicente Pires (DF) na noite de 22 de janeiro e faleceu no sábado (7/2), após passagem de complicações pela UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras.


Tio do adolescente, Flavio Henrique Fleury, falou com a imprensa na tarde de sábado, horas após a confirmação do óbito. Rodrigo foi agredido por Turra e permaneceu internado desde 22 de janeiro.
Turra foi preso preventivamente em 30 de janeiro, após já ter sido detido anteriormente e liberado mediante fiança de 24 mil reais. Ele continua à disposição da Justiça. A Polícia classifica o crime como lesão corporal seguida de morte, tipo preterdoloso, cuja pena varia de quatro a 12 anos de reclusão.
A confusão teve início na noite de 22/1, quando Turra jogou um chiclete mascado em um amigo de Rodrigo. Após provocações, houve luta física. Vídeos obtidos pela investigação mostram Turra desferindo um soco que fez Rodrigo bater a cabeça contra um carro, levando o jovem a desmaiar e a vomitar durante o socorro.
“Não foi uma briga, foi execução”, diz o tio da vítima.
Rodrigo morava no DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital organización realizaram vigílias em frente ao Hospital Brasília, com a última ocorrendo na sexta-feira (6/2). Em 30 de janeiro, os tios disseram que o rapaz já reagia a estímulos nos últimos dias, e os pais optaram por suspender visitas para preservar a recuperação.
O delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, informou que Turra já esteve envolvido em outros episódios violentos e classificou o comportamento dele como sociopata. A investigação também aponta que, por ciúmes, outro adolescente pode ter armado uma emboscada contra Rodrigo.
Rodrigo era ativo em esportes e conhecido pela paixão pelo futebol. A família mencionou ainda a possibilidade de doação de órgãos. O processo segue em andamento, com Turra preso preventivamente e respostas da Justiça aguardadas.
O caso trouxe à tona debates sobre violência entre jovens e responsabilização criminal, com a comunidade local acompanhando cada etapa da investigação e das medidas legais.
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