Bad Bunny celebra Porto Rico no Super Bowl e irrita Trump

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Bad Bunny transformou o intervalo do Super Bowl LX em uma grande celebração da cultura porto-riquenha em espanhol, priorizando alegria e identidade. O show no Levi’s Stadium, em Santa Clara, destacou símbolos da ilha e contou com convidados de peso, evitando ataques diretos a Donald Trump e gerando reação do público e da imprensa.

O astro Benito Antonio Martínez Ocasio, de Vega Baja, abriu o espetáculo com faixas como “Titi Me Pregunto” e “Yo Perreo Sola”, num cenário batizado de “La Casita”, rodeado por bailarinos. A estética incluiu itens que remetem à cultura porto-riquenha, como cana-de-açúcar e até um carrinho de “piragua”, reforçando o clima de festa.

A apresentação ganhou contorno político de forma sutil com a música El Apagón, que aborda a fragilidade da rede elétrica na ilha e o deslocamento de porto-riquenhos. Em determinado momento, Bad Bunny ergueu a bandeira de Porto Rico, usando símbolos para comunicar sua mensagem sem ataques diretos.

Entre as próximas ações, o cantor vestiu um conjunto todo branco e, na parte final, lançou uma bola de futebol com a frase “Together, we are America”. O show também contou com aparições de convidados, incluindo Ladies Gaga e Ricky Martin, e momentos que reforçaram o tom festivo.

Apesar de rumores de críticas à imigração, Trump reagiu de forma ambígua à performance, chegando a dizer que ninguém entende o que o artista está dizendo, enquanto dados oficiais indicam fluência em espanhol entre milhões de americanos. O momento encerrou com mensagens de união entre América Latina, Porto Rico, Estados Unidos e Canadá.

A trajetória de Bad Bunny já era de destaque no cenário global: eleito diversas vezes como artista mais ouvido no Spotify e vencedor do Grammy de Álbum do Ano com “Debí Tirar Más Fotos”. A escolha de apresentá-lo no grande palco gerou debates sobre representatividade e a relação entre entretenimento e política na NFL, que mantém parceria com Roc Nation desde 2019.

Natural de Vega Baja, Bad Bunny saiu de uma rotina comum de porta de supermercado para o estrelato internacional, após viralizar no SoundCloud e consolidar uma residência em San Juan. Em Porto Rico, esse feito é visto como motivo de orgulho para os moradores locais.

Repercussão e contexto A aposta da NFL em apresentações em espanhol tem sido tema de discussão entre setores conservadores, que questionam o idioma da performance. Ainda assim, a presença de Bad Bunny marca uma linha de diversidade cultural nas grandes telas do esporte, ampliando a visibilidade da música porto-riquenha no cenário global.

O apresentador e o público acompanharam a transmissão com uma série de momentos icônicos, como a exibição de mensagens na tela do estádio e a participação de artistas que ampliaram o alcance linguístico da apresentação, consolidando Bad Bunny como um símbolo da nova era da música popular.

E você, o que acha da escolha de Bad Bunny para o palco do Super Bowl e do tom que ele manteve na apresentação? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você percebe a presença de artistas em espanhol na maior vitrine do esporte.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Coelba remove 26 toneladas de cabos irregulares nos circuitos do Carnaval de Salvador

A Neoenergia Coelba realizou a Operação Gatonet nos circuitos e ruas adjacentes da folia. Como resultado da força-tarefa, a distribuidora removeu mais de...

“Maconha de 5, pó de 10”: feira da droga lembra caso emblemático no RJ. Veja vídeo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou neste domingo (8/2) a chamada “feira da droga” em Samambaia Norte, na região de Brasília....

Piripoqueiras se unem para curtir Fuzuê desde 2018

As piripoqueiras se reuniram por mais um ano no circuito Orlando Tapajós, neste domingo (8), para o...