Israel anula lei que impedia colonos de comprarem terras na Cisjordânia

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O governo israelense aprovou neste domingo a revogação de uma lei jordaniana de 1953 que impediria não árabes de comprar terras na Cisjordânia. A medida foi anunciada pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, considerado um colono e radical, juntamente com o ministro da Defesa, Israel Katz, como parte das ações aprovadas no Gabinete Político e de Segurança do governo de Benjamin Netanyahu.

Smotrich afirmou que a decisão representa o aprofundamento das “raízes em toda a terra de Israel” e o enterramento da ideia de um Estado palestino, sinalizando uma mudança estratégica no controle da região.

A revogação não ficou clara quanto à sua aplicação automática ou necessidade de ratificação pelo Parlamento israelense. A medida surge após uma comissão parlamentar ter votado, em novembro do ano anterior, um projeto de lei no mesmo sentido, que ainda não foi discutido em plenário, segundo reporta o jornal Haaretz.

Segundo Haaretz, a lei jordaniana de 1953, implantada quando a Jordânia administrava a Cisjordânia, limitava a compra de terras privadas por colonos, que precisavam recorrer a empresas registradas na Administração Civil, órgão que coordena assuntos civis na área.

A revogação faz parte de uma série de medidas para ampliar as competências de Israel nas zonas da Cisjordânia sob administração da Autoridade Palestina. A região está dividida em A, B e C; A e B, em torno de 40% do território, são administradas civilmente pela Autoridade Palestina, enquanto Israel mantém controle de segurança em B (cerca de 22%) e total em C.

Entre as outras medidas aprovadas, o gabinete autorizou o levantamento do sigilo dos registros cadastrais da Cisjordânia, permitindo que compradores identifiquem proprietários e entrem em contato diretamente. Também foram criadas competências de supervisão em temas como violações de água, danos a sítios arqueológicos e riscos ambientais contaminantes.

Outro anúncio prevê a transferência das faculdades de licenciamento e construção para a localidade palestina de Hebrom, para a Administração Civil das Forças de Defesa de Israel, além de autorizar um novo órgão israelense a administrar o Túmulo de Raquel, em Belém.

Essas medidas refletem uma tendência de ampliar a presença e o controle israelenses na Cisjordânia, em meio a um cenário de tensões e disputas com a região. Como você enxerga esse pacote de mudanças? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Xi Jinping viajará à Coreia do Norte, em primeira visita desde 2019

O presidente da China, Xi Jinping, viajará à Coreia do Norte na próxima semana, sua primeira visita ao país desde 2019, em uma...

Ex-príncipe Andrew sublocava imóveis em residência real, diz órgão britânico

Resumo: o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, sublocou várias casas da Royal Lodge, em Windsor, recebendo as rendas sem pagar aluguel....

Princesa herdeira da Noruega entra na fila de espera para transplante de pulmão

Entre os destaques da realeza europeia, a princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, foi colocada na lista de espera para transplante de pulmão...