Piloto preso por pedofilia tinha ajuda de mães e avós para abusar de vítimas

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Um piloto da LATAM foi preso nesta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual de menores. A Polícia Civil de SP aponta que ele era o líder da organização e que outras pessoas próximas também participaram das ações criminosas.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia, e há dezenas de outras meninas que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte das vítimas tem entre 12 e 13 anos, e uma delas começou a ser abusada com apenas 8 anos de idade.

Segundo a investigação, o piloto utilizava abordagens diretas com mães e avós para chegar às meninas. Para facilitar, pagava valores de R$ 30, 50 e 100 aos responsáveis, além de comprar remédios, quitar aluguel e chegaram a comprar uma TV para as famílias.

Na ação denominada “Apertem os Cintos”, também foram presas duas mulheres. Uma avó que teria vendido três netas ao piloto e uma mãe que cedeu a filha, sabendo dos abusos e enviando fotos e vídeos das meninas. A delegada Ivalda Aleixo informou que o homem estuprava as vítimas durante os encontros e que uma das meninas saiu ferida, apresentando marcas de violência.

Para manter o acesso às meninas, o suspeito se aproximava das mães e avós, às vezes oferecendo presentes e, ao receber imagens das vítimas, fazia pagamentos às responsáveis. A polícia ressaltou que o caso envolve uma rede de exploração e que as investigações continuam para localizar outras potenciais vítimas.

O suspeito foi detido dentro de um avião no aeroporto, já que, segundo a polícia, essa era a forma mais rápida de encontrá-lo devido à sua rotina de voos. Ele mora em Guararema, na região de Sorocaba, e falou à delegada que é casado e tem filhos. A atual esposa, uma psicóloga, afirmou não ter conhecimento das práticas criminosas.

Por meio de nota a LATAM Airlines Brasil confirmou que está ciente do ocorrido na manhã de segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. “A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta“, disse.

A Polícia Civil segue com as investigações e irá ouvir as demais vítimas. A reportagem é da Agência Brasil e o caso segue em andamento.

Observação: as informações aqui reproduzidas são baseadas em comunicado da Polícia Civil de SP e na cobertura da Agência Brasil. As autoridades continuam apurando os detalhes do caso e identificando novas vítimas.

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