Câmara aprova urgência de projeto que permite quebra de patente e produção no Brasil do Mounjaro e do Zepboun

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo para SEO: A Câmara dos Deputados aprovou com 337 votos a favor e 19 contrários a um requerimento para que um projeto de lei (PL 68/2026) tenha tramitação com urgência no plenário, visando a quebra de patentes do Mounjaro e do Zepbound — medicamentos à base de tirzepatida usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A sessão foi convocada para esta segunda-feira (9) pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), abrindo caminho para votação no plenário na semana após o Carnaval.

O PL 68/2026 é de autoria do deputado Mario Heringer (PDT-MG) e declara o Mounjaro e o Zepbound de interesse público no controle da diabetes tipo 2. Se aprovado e convertido em lei, o texto autorizará a quebra de patentes para viabilizar versões genéricas a custos menores.

A tirzepatida, comercializada como Mounjaro, representa uma das inovações recentes no tratamento da diabetes e também no manejo da obesidade, juntando-se a outros fármacos como liraglutida, dulaglutida e semaglutida, já reconhecidos por seus resultados nessas áreas.

No texto, o deputado mineiro cita dados da Organização Mundial de Saúde de 2019 para defender a medida, lembrando que o Brasil pode precisar investir 4,66% do PIB em combate à obesidade até 2060. Segundo ele, as canetas emagrecedoras oferecem tratamento mais rápido, seguro e barato do que cirurgias, mas o alto preço atual dificulta o acesso em larga escala.

O PL não fixa urgência e permite que deputados votem conforme suas convicções. O Novo orientou-se pela oposição à proposta.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) criticou a necessidade de quebrar patentes sem estudos adequados, destacando insegurança jurídica para a indústria farmacêutica e para quem busca inovação no país.

Com o desfecho, o debate sobre acesso a tratamentos inovadores e o custo de medicamentos para diabetes e obesidade deve ganhar mais peso no plenário. A possível abertura para genéricos traria redução de custos, mas também levanta questões sobre inovação e regulamentação.

Opine nos comentários: você acredita que a quebra de patentes de Mounjaro e Zepbound pode ampliar o acesso a tratamentos eficazes ou comprometer a inovação farmacêutica? Compartilhe sua opinião.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CRB vence ASA no agregado e fica com o título do Campeonato Alagoano

CRB se tornou o primeiro pentacampeão consecutivo do estado de Alagoas após o empate por 1 x 1 contra o ASA. Esta conquista coloca...

F1: Piastri bate antes do GP da Austrália e está fora da corrida

O piloto da McLaren, Piastri, disputaria a corrida em casa. O australiano bateu o carro ainda na volta de apresentação. O episódio chamou atenção para...

Homem é preso com mais de 180 porções de drogas no bairro da Santa Mônica, em Salvador

Um homem foi preso em flagrante na madrugada deste sábado, no bairro da Santa Mônica, em Salvador, depois de denúncias de populares sobre...