Cão Orelha: MPSC avalia pedir exumação do pet para esclarecer pontos da investigação

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O Ministério Público de Santa Catarina informou que vai pedir diligências complementares à Polícia Civil nas investigações da morte do cão Orelha, incluindo a exumação do corpo como uma das opções para esclarecer lacunas da apuração.

Segundo o MP, a 10ª Promotoria de Justiça identificou lacunas que precisam ser preenchidas após a análise preliminar do boletim de ocorrência circunstanciado. Tanto a 10ª quanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital destacaram a necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.

A apuração também acompanha a possível prática de coação no andamento do processo e ameaças envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio na Praia Brava.

Na semana passada, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente suspeito de participação na morte do cachorro. O Estadão lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não prevê, porém, a internação de jovens envolvidos em casos de maus-tratos a animais.

Dias depois, um vídeo divulgado pelos advogados de defesa do adolescente mostra o animal supostamente caminhando pelas ruas da Praia Brava por volta das 7h do dia 4 de janeiro, após o horário que a Polícia Civil afirma ter ocorrido o ataque.

Conforme a versão da Civil, Orelha teria sido agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, com uma pancada contundente na cabeça — possivelmente um chute ou um objeto rígido. No dia seguinte, o animal foi resgatado e morreu em uma clínica veterinária.

As investigações também apuraram agressões ao outro cão comunitário, Caramelo, que vivia na Praia Brava. Câmeras de monitoramento chegaram a registrar as agressões.

O MP segue avaliando medidas adicionais e mantém a exumação como uma das opções estudadas para esclarecer as circunstâncias da morte de Orelha, além de buscar mais esclarecimentos sobre o que aconteceu na noite de 3 para 4 de janeiro e as condutas envolvendo conhecidos da região.

E você, qual a sua leitura sobre o caso? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e informe o que acha que deveria ser investigado com mais cuidado.

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