A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), monitorou mensagens no Telegram sobre um possível ataque na Avenida Paulista. O planejamento ganhou contornos mais graves quando surgiu a frase: “Amanhã é a guerra. Estejam todos preparados!”. Na operação, dez adultos foram presos e dois adolescentes, de Botucatu (SP), aprendidos.
O grupo no Telegram voltado ao estado de São Paulo chegou a cerca de oito mil membros, sem líder único, mas com três integrantes mais ativos. Também havia um grupo que discutia ataques no Rio de Janeiro, o que levou a uma ação que impediu um atentado em frente à Assembleia Legislativa (Alerj).
As autoridades disseram que os integrantes não se identificavam politicamente com a esquerda nem com a direita. Entre as mensagens, uma defendia o caos, enquanto outra pessoa afirmou ser ex-militar e prometeu “montar uma lista de coisas e como fazer em conflitos de manifestação”.
Especialistas citados pela reportagem apontam que grupos como esse costumam reunir jovens ressentidos, que buscam justificar atos violentos para reparar uma suposta injustiça. Bruna Camilo, doutora em gênero, explica que esses jovens são radicalizados em plataformas como Telegram e Discord e defendem uma política pública de desradicalização, não apenas punição pela segurança pública.
A operação também envolveu tentativas de contato com o Telegram para esclarecer a origem e o conteúdo das mensagens, enquanto a Secretaria de Segurança Pública afirmou não ter novidades sobre os alvos e orientou buscar informações com a Justiça de São Paulo.

Este caso reforça a necessidade de ações integradas em segurança, educação e saúde pública para enfrentar a radicalização online entre jovens. Qual a sua opinião sobre políticas de desradicalização e o papel das plataformas digitais nesse desafio? Comente abaixo com seus pensamentos e sugestões.

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