Uma investigação da Polícia Civil, conduzida pelo DHPP, desvendou uma rede de exploração sexual infantil envolvendo uma avó e um piloto da Latam. A operação resultou na prisão de Denise Moreno, 55 anos, e de Sérgio Antônio Lopes, 60, na manhã desta segunda-feira em São Paulo.
Conforme as apurações, Denise Moreno, à época inspetora em uma escola estadual da zona sul da capital paulista, exercia controle diário sobre as crianças e intermediava encontros com homens mais velhos mediante pagamento.
Segundo relatos de vizinhos e evidências da investigação, uma das netas da ex-inspetora, hoje com 18 anos, foi vista em situações em que a avó a arrastava e a entregava a homens, tratando os encontros como fonte de renda. O piloto integrava esse contexto por manter relação próxima com a avó para facilitar o acesso das adolescentes.
A polícia aponta que o piloto fornecia dinheiro, custeava despesas e usava ameaças para silenciar as vítimas, enquanto a avó intermediava e facilitava os encontros. A investigação indica que Denise exercia a guarda e a autoridade cotidiana sobre as crianças, organizando a logística dos abusos e obtendo vantagem econômica direta.
Durante a operação Apertem os Cintos, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e em Guararema. Além das prisões de Denise e do piloto Sérgio Lopes, a polícia identificou e prendeu Simone da Silva em flagrante, após encontrar material de pornografia infantil em seu celular.
Entretanto, o Metropoles apura que Sérgio Lopes é investigado por abusar de crianças entre 11 e 14 anos e por fazer com que as vítimas apresentassem colegas do colégio, para quem ele era conhecido como “tio Sérgio”. A polícia descreve o esquema como uma rede estruturada de exploração, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos, incluindo uso de documentos falsos e violência para manter o silêncio.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o inquérito policial teve início em outubro de 2025. As três vítimas identificadas tinham, na época dos abusos, idades entre 11 e 14 anos, e foram submetidas a situações graves de violência, exploração sexual e coercção.
Em nota, a Latam disse ter aberto apuração interna e colaborará com as autoridades. A empresa reiterou que repudia qualquer ação criminosa e que adota padrões elevados de segurança. O voo LA3900, que seria pilotado por Lopes, funcionou normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto.
Tanto Denise quanto Sérgio formam, segundo a SSP, uma estrutura criminosa voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes. O caso também envolve a abordagem de jovens pela avó, o uso de dinheiro e ameaças para coagir as vítimas e a participação de outros investigados em diferentes frentes, incluindo produção e armazenamento de material de pornografia infanto-juvenil e uso de documentos falsos.
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Conclusão: as autoridades seguem com diligências para esclarecer a extensão da rede e o envolvimento de outras pessoas. O caso ressalta a gravidade da violência sexual contra crianças e a necessidade de proteção contínua e fiscalização. O desfecho depende das investigações em andamento e da cooperação entre a polícia, a Justiça e a sociedade.
O que você pensa sobre a atuação das autoridades neste tipo de caso e as medidas que devem apoiar a proteção de jovens e escolas? Compartilhe seus comentários e opiniões abaixo para enriquecer o debate sobre prevenção e responsabilização.

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