Segundo a PF, celular de Vorcaro teria conversas dele com Toffoli e pedidos de pagamentos; “são ilações”, disse ministro

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Em nota divulgada na noite desta quarta-feira (11), o Gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Polícia Federal não teria legitimidade para pedir a suspeição do magistrado no inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

A nota surge após informações de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em reunião na última segunda-feira (9) com o presidente do STF, Edson Fachin, teria solicitado a suspeição de Toffoli como relator do inquérito. No encontro com Fachin, Rodrigues relatou que os aparelhos telefônicos de Daniel Vorcaro possuíam conversas entre ele e Toffoli.

Além das conversas, segundo a CNN, mensagens periciadas pela PF no celular do dono do Banco Master teriam menções de pagamentos ao ministro Dias Toffoli. O primo de Vorcaro, Fabiano Zettel, também alvo das investigações, aparece nas mensagens fazendo referências a esses pagamentos.

Na nota divulgada nesta noite, o Gabinete do ministro Toffoli afirma que os motivos que levaram a PF a pedir a suspeição se limitariam a ilações.

Leia a nota na íntegra:

Nota do gabinete do ministro Dias Toffoli

O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.

Para acompanhar os próximos desdobramentos, fique atento às informações oficiais e aos esclarecimentos do STF e da PF.

Deixe sua opinião nos comentários: como você avalia a condução deste inquérito e o papel do STF nesses desdobramentos?

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