Antes de deixar relatoria do caso Master, Toffoli resistiu em reunião tensa

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Uma reunião do Supremo Tribunal Federal, convocada publicamente pelo presidente Edson Fachin, discutiu, na quinta-feira (12/2/2026), a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, após a Polícia Federal apresentar relatório com conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

A sessão, iniciada por volta das 16h40 na sala da presidência, contou com a presença de todos os 10 ministros e durou quase três horas, no objetivo de encontrar a melhor saída para o magistrado diante do material apresentado pela PF.

Toffoli resistiu à ideia de deixar a relatoria. A defesa citou sua imparcialidade e ausência de amizade com Vorcaro, enquanto os colegas ressaltaram o desgaste institucional. A decisão final foi que a saída ocorreria a pedido, com a retirada da Arguição de Suspeição 244.

Com a saída de Toffoli, ficou definido que a relatoria do caso Master seria redistribuída entre os demais ministros.

A decisão foi comunicada por meio de nota assinada pelos 10 ministros do STF. Veja os principais trechos: a nota afirma que não cabe a Arguição de Suspeição e reconhece a validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação 88 e de seus process os vinculados; expressa apoio pessoal ao ministro, respeitando sua dignidade, e informa que a Presidência promoverá a livre redistribuição dos feitos, conforme orientação institucional.

Assinam a nota os ministros: Luiz Edson Fachin, Presidente; Alexandre de Moraes, Vice-Presidente; Gilmar Mendes; Cármen Lúcia; Dias Toffoli; Luiz Fux; André Mendonça; Nunes Marques; Cristiano Zanin; Flávio Dino.

O tribunal destacou que a Presidência adotará as providências processuais necessárias para a extinção da Arguição de Suspeição e remessa dos autos ao novo Relator, seguindo o bem-estar institucional e o andamento adequado dos processos.

Como fica o cenário: o caso Master seguirá com a redistribuição da relatoria entre os demais ministros e novas orientações internas deverão orientar os próximos passos do processo. E você, o que pensa sobre essa redistribuição e o andamento do caso no STF? Deixe seu comentário abaixo com sua opinião sobre o tema.

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