O deputado Kim Kataguiri (União-SP), líder do MBL na Câmara, sinalizou ser favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, mas criticou a PEC que tramita sobre o tema. Em entrevista à coluna, ele mostrou ressalvas ao formato proposto e lembrou que, segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 32,5 milhões de trabalhadores informais, o que, na prática, manteria parte dessa realidade mesmo com mudanças na escala.
“Primeiro, acho que ninguém é a favor da escala seis por um. Não é bom. Eu já trabalhei na escala seis por um. Foi meu primeiro emprego. E, aliás, essa PEC não mudaria em nada o meu primeiro emprego, porque foi informal. E esse é um dos aspectos em que eu bato: no populismo, na demagogia dessa PEC”, disse Kataguiri em entrevista à coluna.
Kataguiri também aponta que, assim como o governo Lula, o fim da escala 6×1 deve ser tratado por meio de projeto de lei, não por PEC. Ele afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou pela PEC para não votar a medida, sugerindo que se a intenção fosse encerrar a prática por lei, não haveria necessidade de PEC, já que não há limitação constitucional para reduzir jornadas (há, porém, para aumentar). “Não existe nenhuma limitação para redução de jornada na Constituição. Existe para aumento de jornada. Só é PEC porque eles não querem votar”, criticou o parlamentar.
A discussão sobre o tema é uma das prioridades do governo no Congresso para o primeiro semestre de 2026, com o PT apostando na pauta como vitrine para a reeleição de Lula. Kataguiri ressaltou que o debate persiste porque envolve interesses políticos e a forma de conduzi-lo diante da CCJ e de comissões. Assista à entrevista na íntegra para entender os argumentos de cada lado.
E você, qual a sua opinião sobre o fim da escala 6×1 e o uso da PEC para tratar a pauta trabalhista? Deixe seu comentário e participe da discussão sobre o futuro do trabalho no país.





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