Polícia indicia sócios da academia onde professora passou mal e morreu

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Meta description: Polícia Civil indiciou por homicídio três sócios da rede C4 Gym, em São Paulo, após morte de professora e intoxicação de frequentadores durante limpeza da piscina; MP abriu inquérito civil e a prefeitura interditou unidades.

Polícia Civil indiciou por homicídio, nesta quarta-feira, três sócios da academia C4 Gym, localizada na região de São Lucas, em São Paulo. A professora Juliana Bassetto, 27 anos, morreu após passar mal durante uma aula de natação no espaço, com a investigação apontando possível intoxicação por gases tóxicos gerados por produtos de limpeza da piscina.

Quatro outras pessoas que frequentaram a mesma atividade ficaram hospitalizadas. A investigação indica negligência na manutenção da água da piscina e na dosagem de químicos, aumentando o risco de intoxicação entre frequentadores.

No pedido de indiciamento ao Ministério Público, o delegado descreve conduta displicente no atendimento às vítimas e sugere que os sócios tentaram dificultar as investigações. Relatos indicam que, ao tomar conhecimento do óbito, um dos sócios orientou um funcionário a dissipar gases e ocultar a cena.

Fachada da Academia C4 Gym, no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo

Fachada da Academia C4 Gym, no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo

O funcionário responsável pela mistura de produtos para a limpeza da piscina, Severino Silva, 43 anos, não tem formação técnica para a função e disse ter seguido orientações dos donos por meio de mensagens. Segundo ele, as instruções eram dadas pelos sócios, que ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso.

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar a rede de franquias C4 Gym e verificar se as unidades operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB. A promotoria solicita uma relação completa das unidades, a identificação dos franqueados, contratos de franquia e informações sobre eventuais irregularidades.

A Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia por “situação precária de segurança” e pela ausência do alvará de funcionamento. A cidade aponta que a empresa opera com dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço, o que também motivou a interdição.

A polícia elevou o número de vítimas intoxicadas para sete, incluindo uma criança de cinco anos. As investigações apontam negligência na manutenção da água da piscina e indicam que a prisão preventiva dos sócios pode ser decretada por dolo eventual, com base em depoimentos de funcionários que recebiam instruções por WhatsApp para o tratamento químico da água.

A Justiça ainda analisará o pedido de prisão dos sócios, enquanto a rede C4 Gym não se posicionou oficialmente. A reportagem ressalta que o conteúdo pode ser atualizado conforme novos desdobramentos surgirem na investigação.

E você, qual é sua opinião sobre a segurança em espaços de prática esportiva e o uso de produtos químicos em piscinas? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre como evitar acidentes desse tipo.

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