Secretário diz que EUA veem Brasil como parceiro em minerais críticos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

EUA veem Brasil como parceiro essencial em minerais críticos

Os Estados Unidos veem o Brasil como um parceiro essencial em minerais críticos e estudam ativamente formas de apoiar a capacidade produtiva brasileira no setor. A afirmação foi feita pelo secretário assistente de Estado para Assuntos Econômicos, Energéticos e Empresariais, Caleb Orr, durante participação remota na conferência internacional de cibersegurança e tecnologia digital realizada na Expo Tel Aviv, em Israel, nesta quarta-feira (11/2).

Os minerais são fundamentais para a produção de semicondutores, veículos elétricos, baterias e tecnologias de defesa. Segundo Orr, o processamento desses minerais resultante de eventuais parcerias entre Brasil e EUA poderia ocorrer em qualquer um dos dois países, embora ele tenha evitado entrar em detalhes sobre as negociações.

O interesse norte?americano pelo Brasil insere?se numa estratégia global de Washington para ampliar o número de fornecedores de minerais críticos.

Possibilidade de financiamento dos EUA

Os EUA estudam formas de apoiar o Brasil por meio da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). Dois projetos no Brasil, das empresas Serra Verde e Aclara, já teriam recebido apoio financeiro do programa.

O interesse norte?americano pelo setor reforça a ideia de uma agenda de financiamento para fortalecer a produção brasileira de minerais críticos, ampliando a capacidade produtiva do país.

Aliança comercial

Em 4 de fevereiro o Brasil participou de uma reunião em Washington com representantes de 55 países para discutir o tema. Durante o evento, o vice?presidente americano, J.D. Vance, propôs a criação de preços mínimos coordenados para minerais críticos, medida que busca estabilizar o mercado e estimular investimentos internacionais.

O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou que os esforços visam fortalecer cadeias de suprimento seguras e resilientes, criando alternativas ao domínio atual da China sobre o setor. O Brasil recebeu convite para integrar a aliança comercial, porém o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a não participar da iniciativa.

O Brasil adota a política de universalidade, ou seja, está aberto a negociar o tema com diferentes países. Segundo fontes consultadas pelo Metrópoles, a proposta de Trump contraria essa postura, limitando as oportunidades de parceria. Além disso, o governo brasileiro prefere tratar o tema de forma bilateral a aderir a pactos multilaterais.

Em resumo, os Estados Unidos buscam ampliar parcerias estratégicas com o Brasil em minerais críticos, com apoio financeiro potencial via DFC e avanços em uma possível aliança comercial, enquanto o Brasil segue uma linha de cooperação bilateral e cautela quanto a pactos multilaterais.

E você, qual é a sua opinião sobre ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos nessa área de minerais críticos? Compartilhe seus comentários abaixo para continuarmos a conversa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Europol identifica paradeiro de 45 crianças levadas pela Rússia

A Europol informou nesta segunda-feira que localizou o paradeiro de pelo menos 45 crianças ucranianas retiradas à força pelas forças russas de territórios...

Em viagem à Europa, Lula chama de “insensatez” guerra entre EUA e Irã

Resumo: O presidente Lula da Silva classificou a guerra entre EUA e Irã como uma insensatez, defendendo negociações para evitar mortes. Em Portugal,...

Fantoches de Zema que irritaram Gilmar também satirizam Moraes e Lula

Resumo - Em Minas, a tensão entre Judiciário e política aumenta com o pedido de abertura de Romeu Zema no Inquérito das Fake...