Pedidos de impeachment, quebras de sigilo e investigações colocam Toffoli como alvo de três frentes no Senado

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Apesar de ter deixado a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli pode não se livrar de novas investigações sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. No Senado, a tendência é que ele enfrente três frentes paralelas de apuração.

A CPI do Crime Organizado deve reunir-se deliberativamente no próximo dia 24. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), promete levar à votação requerimentos ligados ao caso Master, incluindo itens que envolvem familiares de Toffoli.

Contarato já apresentou pedidos para quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de João Carlos Mansur, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. A Reag entrou no radar após a Comissão de Valores Mobiliários iniciar um pente-fino em operações envolvendo o Master e a gestora.

Com as denúncias, a Polícia Federal passou a investigar o fundo Reag. Em seguida, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da empresa.

A CPI do Crime Organizado afirma que cumpre uma função constitucional de investigar organizações criminosas que se valem do sistema financeiro e não pode se omitir diante deste escândalo.

Uma segunda frente é o impeachment. Nesta quinta (12), o partido Novo protocolou mais um pedido com 51 assinaturas, incluindo o senador Paulo Paim (PT-RS).

Lideranças do Novo afirmam que Toffoli não tem moral para continuar, alegando que, como relator da investigação do Master, ele recebeu dinheiro de um fundo ligado à instituição e tomou decisões que, segundo o Novo e aliados, dificultaram a apuração.

O conjunto de requerimentos já chega a 25 pedidos de impeachment; três citam o Master como motivação. Os três mais recentes foram protocolados em 26 de janeiro de 2026, 3 de fevereiro de 2026 e 6 de fevereiro de 2026, e aguardam despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Em 2025, foram quatro pedidos de impeachment pendentes de análise. Dois foram apresentados em 12 de agosto de 2025; um deles cita a decisão de 20 de dezembro de 2023 que suspendeu o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões à J&F, em acordo de leniência da Lava Jato.

Uma terceira frente que pode se abrir contra Toffoli está na comissão independente, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O grupo, formado por sete senadores, pretende acompanhar as investigações do caso Master.

A iniciativa ocorre no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e funciona como um grupo de trabalho com poderes para solicitar informações oficiais, apresentar requerimentos de convocação e promover debates públicos sobre o andamento das apurações.

A comissão terá atuação semelhante à de uma CPI informal, acompanhando investigações que tramitam sob sigilo no STF e no TCU. Após encontros com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do STF, Edson Fachin, Renan defendeu que o grupo tenha acesso a todos os documentos.

Renan Calheiros ressaltou que o papel do Senado é fortalecer a Polícia Federal, o que pode implicar o envolvimento do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro.

E você, o que pensa sobre o equilíbrio entre investigações, impeachment e a atuação do Senado na revisão de casos como o Banco Master? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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