Documentos do Departamento de Justiça dos EUA divulgados recentemente indicam que, em 2019, Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, e Jeffrey Epstein discutiram uma ofensiva política contra o Papa Francisco. O material integra um conjunto de arquivos do caso Epstein, que reacende o debate sobre denúncias de exploração e abuso sexual.
Entre as mensagens, Bannon afirmou a intenção de derrubar o Papa Francisco, citando também figuras como os Clinton, Xi Jinping e a União Europeia. As conversas revelam uma proximidade entre Bannon e Epstein, que faleceu em 2019 enquanto aguardava julgamento.
A estratégia incluía a possível divulgação de um livro crítico ao Vaticano, lançado em 2019 por um jornalista francês, com eventual adaptação cinematográfica em que Epstein poderia atuar como produtor executivo, ainda que não haja confirmação de resposta.
Em outro trecho, Epstein encaminhou a Bannon um artigo intitulado “Papa Francisco ou Steve Bannon: os católicos precisam escolher”, ao que Bannon respondeu de forma concisa: “A escolha é fácil”.
As mensagens reforçam o histórico de críticas públicas de Bannon ao Papa Francisco, especialmente após 2017, quando o ex-assessor passou a apontar o pontífice como opositor de uma agenda nacionalista e soberanista, associando-o a elites globalistas.
O material também menciona um grupo de brasileiros que, segundo investigações, Epstein teria procurado para integrar uma rede internacional de prostituição e exploração sexual.
Até o momento, Bannon não se manifestou sobre o conteúdo divulgado, e a imprensa busca contato com seus representantes, enquanto observa se haverá novos desdobramentos com a participação do presidente dos EUA.
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