Novo líder supremo do Irã defende que Estreito de Ormuz permaneça fechado

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O aiatolá Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, pediu nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz permaneça fechado, em sua primeira mensagem desde o início da guerra no Oriente Médio. A declaração, lida na televisão estatal, afirma que a opção de bloquear o estreito deve ser definitivamente utilizada.

A guerra paralisou o Estreito de Ormuz, interrompendo uma rota vital do tráfego de hidrocarbonetos e provocando a maior interrupção do fornecimento de petróleo já registrada, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Os países do Golfo reduziram a produção em pelo menos 10 milhões de barris por dia, e a OPEP+ autorizou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para conter o mercado, que viu o preço do petróleo superar brevemente US$ 100 por barril.

O novo líder foi designado no fim de semana para substituir Ali Khamenei, morto no início dos ataques contra o Irã. Ele ainda não apareceu publicamente e, segundo fontes, pode ter sido ferido em um ataque.

No campo humanitário, o deslocamento interno no Irã já soma cerca de 3,2 milhões de pessoas desde 28 de fevereiro. O cotidiano do país segue difícil, com relatos de moradores que ainda conseguem fazer compras, exceto nos dias de ataque aos depósitos de petróleo. Houve explosões em Dubai, e o Bahrein relatou ataques iranianos a depósitos de hidrocarbonetos. Em Omã, depósitos no porto de Salalah pegaram fogo após ataques com drones, e a Arábia Saudita informou novo ataque ao campo Shaybah. Um ataque a dois petroleiros na costa do Iraque deixou mortos e vários desaparecidos.

A Guarda Revolucionária mostrou disposição de lançar uma campanha prolongada de bombardeios para pressionar os Estados Unidos a se retirarem, com Ali Fadavi falando em uma “guerra de desgaste” capaz de destruir a economia americana e global. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que impedir o Irã de obter armas nucleares é mais importante que controlar os preços do petróleo. O secretário de Energia norte-americano reconheceu que as forças armadas não estão prontas para escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, com recursos mobilizados para ações contra o Irã. Israel manteve ataques no Líbano contra o Hezbollah, com mais de 800 mil deslocados e quase 700 mortes desde 2 de março.

O desenrolar dos conflitos mantém as perspectivas incertas e o equilíbrio de energia global em jogo, com o Estreito de Ormuz como principal fator de risco para mercados e segurança regional. Comente abaixo suas opiniões sobre como esse cenário pode evoluir e quais impactos você vê para a economia e a estabilidade da região.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Xi Jinping viajará à Coreia do Norte, em primeira visita desde 2019

O presidente da China, Xi Jinping, viajará à Coreia do Norte na próxima semana, sua primeira visita ao país desde 2019, em uma...

Ex-príncipe Andrew sublocava imóveis em residência real, diz órgão britânico

Resumo: o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, sublocou várias casas da Royal Lodge, em Windsor, recebendo as rendas sem pagar aluguel....

Princesa herdeira da Noruega entra na fila de espera para transplante de pulmão

Entre os destaques da realeza europeia, a princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, foi colocada na lista de espera para transplante de pulmão...